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terça-feira, setembro 07, 2010

Desafios

Quando nos "encostamos" no sofá, há que ter consciência de que não vai durar para sempre.

O que é engraçado é que encostar no sofá nem sempre é sinal de conforto, de bem-estar, de felicidade. Por vezes é por hábito. Por inconsciência. Por não pensar muito no assunto. Por medo.

Mais engraçado é o facto do sofá, geralmente, ter uma mola solta que nos magoa, ou possuir já a forma do nosso corpo, ou fazer doer o pescoço. Enfim...

É um desconforto conhecido. Uma dor familiar. Mói, mas não mata. Vai matando...

Sabemos que algo não está bem, mas não nos apetece, não sentimos forças, não queremos lidar com isso. Mesmo quando já sabemos que, aquilo que não fazemos, a vida faz por nós.

Então o sofá parte-se, ou a mola solta-se... ou... a sala deixa de ter espaço para ele. E ali estamos nós, em pé, sem sofá, com a sala completamente diferente e sem saber muito bem o que fazer.

Há muito que eu intuía que o meu sofá me causava demasiadas dores e que sentar-me ali era mais do que um hábito. Era uma absoluta perda de tempo.
No entanto, nunca estamos preparados para deixar de ter lugar para sentar...

Sinto-me perdida.
Agarro-me às minhas conquistas.
Crise é sinal de oportunidade. E sei que ela está aí, é uma questão de perceber os sinais, de não me fechar, com medo, e de a deixar entrar. Sei que a mudança é uma coisa boa e que a vida é generosa por me proporcionar tal experiência.

O que não faz com que seja menos doloroso.
Mas é menos assustador. E menos solitário.
Sou grata por isso.

segunda-feira, julho 19, 2010

Super heroinas...


Depois dos últimos 4 dias, fiz uma descoberta.

Dsscobri finalmente quem são os verdadeiros super-herois deste mundo.

Para vos dar uma pista...
Têm mais força do que o Super-Homem, mais energia do que a Lara Croft, mais agilidade do que o Homem Aranha e mais resistência do que o Batman...

Andam por aí todos os dias e mal damos conta da sua existência. Ainda por cima, são responsáveis por grande parte da educação da humanidade.
E não, não é nada fácil.

Este post é um ode aos verdadeiros Super-Heróis...
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... AS MÃES SOLTEIRAS!!!!!

terça-feira, junho 08, 2010

Porque me diz respeito...

Já postei este vídeo no facebook, mas não me "livro" da sua mensagem e por isso, resolvi que viria para aqui também.

Fui atacada pelo vírus da responsabilidade social? Advogo o reinado dos vegans...? Nada disso.

Mas foi através de uma conversa que me dei conta de uma coisa. Há respostas que nós não sabemos dar, porque pura e simplesmente não fazemos as perguntas. Porque é confortável ficar no nosso sofá, sem questionar o preço dos nossos hábitos de vida!

Em criança aprendi a beber leite com a imagem daquele velhote simpático que vai com um balde ao estábulo para tirar leite das vaquinhas simpáticas... que até o têm em demasia! E depois disso nunca me perguntei se ainda assim seria.

Aqui, para mim,não está em questão se o leite faz mal ou bem, se deveríamos bebê-lo ou comer carne, ou qualquer uma dessas questões. Essa é outra discussão. Para mim, o que está em causa neste vídeo - e este é apenas uma resposta de tantas perguntas que não fazemos - é a desumanidade contida nas nossas escolhas. A falta de consciência.

Para quem gosta e quer beber leite e os seus derivados, não haverá outra forma de o fazer? Uma que não envergonhe a nossa raça? Uma que dignifique os animais que co-habitam connosco, em vez de os maltratar? Uma que não enriqueça cada vez mais corporações que nada têm na cabeça que não o poder, a qualquer preço?

Recuso-me, pura e simplesmente, a acreditar nisso. E recuso-me a fingir que não sei, apenas porque não faço as perguntas certas. Para mim, já não funciona.

domingo, junho 21, 2009

It's a girl!

Desde que anunciei a minha gravidez ao mundo que as perguntas habituais se sucedem.
- Queres menino ou menina?
- Nao me faz diferença menino ou menina.

- Que nomes estao a pensar para o bebé?
- Ainda nao pensámos demasiado sobre isso. O nome virá até nós.

O que eu não esperava de todo era que,ao saber o sexo da criança, grande parte das pessoas a quem o referi tivesse uma atitude que não percebi e até me chocou.
- Oh... não faz mal. O que importa é que venha bem.
- Deixa lá, desde que tenha saúde é que importa.
- Pronto, pelo menos pode partilhar o quarto com a irmã.

E seguindo uma cadeia de frases infelizes e mal escolhidas, os comentários foram-se seguindo, como se o facto de eu vir a ter outra filha fosse um "second best", uma alternativa pobre a uma vida maravilhosa com um casalinho. Refiro que nem toda a gente teve esta atitude,como é evidente. Muita gente fez um enorme sorriso e preocupou-se bastante mais com a nossa alegria e o alívio por estar tudo bem, do que com o sexo da criança.

E eu pergunto. Mas porque raios é que a minha vida seria mais feliz por eu ter um casalinho? Onde é que está escrito que a vida ideal das pessoas e com crianças de ambos os sexos? Claro que sei que as pessoas não o dizem por mal, que se projectam naquilo que achavam que a nossa família gostaria que acontecesse. Estão erradas!

Para mim, ter uma filha ou um filho não faz a mínima diferença. Estou estupidamente feliz com a minha nova cria que ainda cresce no meu ventre. Porque os filhos arrancam-nos o coração do peito cada vez que nos olham, trazem-nos o êxtase a cada vez que nos beijam ou colocam os pequenos bracinhos à nossa volta.
E a aprendizagem que nos trazem,a cada dia que convivência com eles, não tem qualquer preço. E, definitivamente, não está escrita nos seus cromossomas sexuais.

E... muito honestamente? Não, não preferia ter um filho.

quinta-feira, maio 07, 2009

Não era suposto...

Hoje decidi que, definitivamente, precisava de roupa nova.
Saí de casa toda contente para o meu pequeno passeio matinal e resolvi dar um saltinho nas lojas.
Agora expliquem-me...

...como é que eu cheguei a casa com dois vestidos,
um biquíni e uma boneca para a minha filhota e
absolutamente NADA para mim??????

segunda-feira, maio 04, 2009

Farta...

... de ver o sol pela janela!

sexta-feira, março 20, 2009

Responsabilidade

Hoje acordei com a alma pesada. Os últimos acontecimentos deixaram-me num limbo entre a tristeza profunda e uma revolta indescritível.

Já o referi aqui,provavelmente mais do que uma vez, que se há coisa que a vida me tem ensinado, ao longo dos anos, é a perder certezas. Somente isso. Perder certezas. Hoje em dia, sou incapaz de dizer "à boca cheia" que determinada coisa É assim. Não sei se é, posso confiar nisso,acreditar, esperar que assim seja. Perder certezas. Pois que o universo sempre esperou que eu dissesse, ou mesmo pensasse, "desta água não beberei", para me jogar para dentro dessa mesma situação, fazer-me passar pelo lugar daqueles que eu, antes, não entendia e buscar a tolerância, o entendimento maior de uma situação que pode ser "facilmente julgavel".

Por isso, e também por defeito de profissão, penso, não consigo ver situações a preto e branco. Talvez o fizesse, com 18 anos. Mas agora, vejo sempre um longo espectro de cores (no mínimo, de cinzentos) aos quais não se pode dar uma cor certa. Posso não concordar com determinada situação, mas sou capaz de me colocar no lugar do outro, sentir-lhe o sofrimento e perceber o porquê de fazer algo, nas suas circunstâncias. (Existem excepções, como é evidente. Estou a falar de coisas do dia-a-dia, não de patologias, ou crimes.)

Talvez também porque tenho uma forma de falar que parece muito confiante, independentemente do quão insegura me sinta, tenho algum cuidado com aquilo que digo aos outros. Quem me conhece um pouco, sabe que raramente, ou nunca, digo "acho que devias fazer isto", "Isso está errado". Acredito que cada um de nós tem as respostas para a sua vida.

Aquilo que faço no meu trabalho é ajudar as pessoas a pensar, a procurar as suas respostas, nunca dar-lhas. Até porque não as tenho.

E é por isso que me magoa profundamente quando alguém se desresponsabiliza da sua própria vida e me acusa de influenciar, de incitar pessoas a fazer seja lá o que for. Não o faço. Não faz parte de mim. Posso ajudá-las a acreditar que podem ser melhores, que podem fazer aquilo que querem fazer. Que querem fazer.

Nós somos responsáveis por nós mesmos. Não aceito, em situação alguma, que se culpe alguém por aquilo que não somos capazes de assumir. Pelas nossas acções. Ser adulto é isso, tomar conta da própria vida, assumir quem somos, viver a nossa vida.
Pago os preços pelas minhas escolhas. Sempre o fiz.
Não aceito dívidas dos outros. Lamento.

PS. Quando criei este blog, escolhi que fosse anónimo, pela liberdade de poder ser eu própria, sem expectativas dos outros, sem limites, sem auto-crítica. Neste momento,sinto que ele é cada vez menos anónimo, por motivos vários.
Para preservar alguma da minha privacidade, e só por isso, os comentários passam a ser moderados. Continuarei a colocá-los aqui e a responder-vos, evidentemente.

Excelente dia para todos.

sábado, fevereiro 28, 2009

Juro que não percebo...

... como é que pessoas que vivem na minha rua e que me cumprimentam há anos desta maneira:
- Bom dia, menina? Como está?

Descobrem, sabe deus porquê, que sou licenciada e começam a cumprimentar-me assim:
- Bom dia, Sra Dra!

É que me faz cá uma azia que me torno mesmo, mesmo, mal humorada!!!!
Que grandessíssima estupidez!!!!!

O que é que as pessoas têm na cabeça?

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

A única coisa que posso dizer é...



Que bom que regressei ao trabalho a dois dias do fim de semana!!!!!!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Desamor

Passei toda a manhã sentada num banco de um tribunal de família, como testemunha de uma mãe a quem o pai n quer dar a custódia (nem sequer conjunta) dos filhos. Acabei por não testemunhar, mas vi e ouvi coisas que, a determinada altura, só me faziam ter vontade de chorar.

As pessoas unem os seus caminhos porque se amam, estão apaixonadas e querem partilhar as vidas.

A determinada altura as coisas mudam, seja por falta de amor, de vontade, de partilha ou pura e simplesmente porque tudo tem um princípio, um meio e um fim. Mas o ressentimento, a dor, o orgulho, seja o que for, não lhes permite aceitar. Não lhes permite aceitar que aquela é a mesma pessoa que amaram,mesmo que a forma não seja a mesma. E querem ferir... preferem ver o outro perder do que ganharem os dois...

Não sei se é o medo, a dor ou o orgulho ferido que o determina. Mas custa ver as pessoas pegarem naquilo que têm de mais sagrado das relações, aquilo que fica e que os une para sempre, e usarem isso para ferir o outro. Usar um filho como forma de manipulação ou de punição do outro é das formas de DESAMOR mais angustiantes que eu conheço.

E sei que é o que acontece na maior parte dos casos.
Não gosto mesmo nada de o saber....

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Next week

O sol trouxe-me mais entusiasmo.
A verdade é que o ano entrou a abrir!!!! Muito trabalho, muitas pessoas novas, muitas emoções, muitas (in)decisões.

Gosto de intensidade. Gosto de desafios. Gosto de mudança.

Mas confesso que a coisa está mesmoooooo pesada.

Agora vou dar formação. Até às 21h. Amanhã não tenho horas para sair do trabalho.

Mas para a semana - ah, pois é! - para a semana, ESTOU DE FÉRIAS!!!!
WEEEEEE!!!!

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

E em mais um dia de chuva...



... tudo o que eu queria era
um dia destes aqui ao lado!!!!!
Bom dia!

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Queridos amigos, colegas, familiares e afins...

Eu sei que gostam de mim.
Eu sei que se preocupam...
Eu sei que perdi peso nos últimos dias... muito rapidamente!

Mas...
... Não é grave!
... Eu sinto-me bem!
... Não ando a tentar matar-me à fome! Simplesmente não tenho muita...
Por isso...
Parem de me mandar comer!!!!!!!!!
A gerência agradece! :)

...

Hoje... pura e simplesmente não me apetece.

Ainda não sei muito bem o quê.

domingo, fevereiro 01, 2009

Mercúrio

Eu sei que tenho um desafio para responder, alguns prémios para colocar, histórias divertidas sobre o fim de semana para contar... mas continuo ATOLADA em trabalho e, tudo o que estava parado e impossível de fazer, há duas horas atrás, desbloqueou.

Por isso, vou deixar os meus posts para amanhã!!!

Hoje, tudo o que posso fazer, antes de enfiar a cabeça no trabalho novamente, é sorrir, abrir os braços e gritar:

MERCÚRIO PASSOU A DIRECTO!!!!!!!!!!!!!

Yes!!!! (Este foi o mercúrio retrógado mais complicado da minha vida! Mas eu sobrevivi! Sobrevivi! LOOOOL)

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Hoje...

...é o último dia em que terei 33 anos.
Alguém me disse, dois dias depos de os ter feito, que seria um ano e tanto... de facto, não me posso queixar de surpresas!!!! Não foi um ano fácil, de todo!
Mas foi, sem dúvida, um ano em que descobri forças que não sabia que tinha, em que realizei alguns dos meus mais secretos e belos sonhos. Um ano de desapego, de investimento,de baixar as armas, de aceitar que nem tudo pode ser controlado...
E porque é que eu estou a dizer isto? Porque, ao que parece, o Universo continua a achar que eu ainda tenho bagagem....