segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Deambulando...
E nem sempre é fácil fazê-lo. Nem sempre o fazemos com carinho. Na maioria das vezes, não o duvido, a intenção é essa. Mas na prática, muitas coisas saem tortas.
Porquê? Não sei. Talvez conheçamos mesmo aquela pessoa melhor do que ela julga que conhecemos. Talvez a vejamos com olhos de passado, sem reconhecer o quão diferente está no presente. Talvez não tenhamos, pura e simplesmente, paciência. Qualquer uma das três é viável. As três juntas.... muito mais viável! :) E não há qualquer paradoxo nisto.
A verdade é que, por vezes, as pessoas saem magoadas. Uma questão de espelho? Absolutamente! Necessidade de nos pormos em causa? Completamente. Falta de aceitação? Também. Aceitar que o outro só irá até onde estiver disposto a ir? Independentemente do quão dispostos nós estejamos? E coragem e humildade para ir onde queremos, apesar do outro - na nossa opinião - dar menos passos? São desafios? Nem sempre ultrapassados. E daí a necessidade de mais e mais desafios. :) O Universo tem tempo.... :)
Quanto ao resto, respirar enquanto fazemos o que conseguimos do trabalhinho e deixamos as feridas sarar.
Ah, e o mais importante, a frase favorita da minha filha: "não importa o quanto eu me zangue contigo, o amor está sempre no coração".
Que frase maravilhosa!
sexta-feira, setembro 24, 2010
Como (não) ser enganado...
Como me é imprescindível resolvi comprar um daqueles bem baratinhos, que me dêem exclusivamente para fazer e receber chamadas, que é o que eu necessito. Hoje fui a uma daquelas lojinhas manhosas de telemóvel, que existem nas estações de comboios e metro.
Na montra, uma série de telemóveis com uma placa a dizer "Desbloqueados", a 19,90€. Entrei e confirmei:
- Bom dia! Aqueles telemóveis da montra são desbloqueados e novos?
- Sim. - diz-me o senhor.
- Gostaria de ver aquele LG, por favor.
- Esse desbloqueado é 25€.
- Desculpe? Na montra diz 19,90€.
- Sim, mas é para a Vodafone. Desbloqueado é 25€. - diz o gajo, na maior.
- Mas tem noção de que diz desbloqueado, certo?
- Mas é desbloqueado para a Vodafone.
- ... - respirei fundo. - Ok, então e telemóveis para a TMN, que preços tem?
- 19,90€, sem cartão. Com cartão é 25€.
- ... Os telemóveis tmn trazem todos cartão. Por isso é que são tmn.
- Pois, mas com cartão são 25€.
Foi quando eu decidi que não iria desperdiçar o meu tempo e a minha energia num local daqueles. Fui à PhoneHouse e comprei um tmn por 19,90€. Com cartão!!!!!
Do you believe this?????????
quarta-feira, julho 28, 2010
O Chico
Um rapaz ruivo, barbudo e com um sorriso simpático, que costumava aparecer na praia, ou na discoteca que frequentávamos.
Não haveria nada para dizer deste rapaz, que nunca teria frequentado a minha casa, ou estado com os meus amigos, se a Paula não estivesse perdidamente apaixonada por ele.
A Paula era minha amiga desde sempre, crescêramos juntas nas dunas daquela praia mágica onde vivi a minha infância e adolescência. Era dois anos mais nova do que eu, apesar de sempre se ter dado com os amigos do irmão mais velho e, por isso, não se notar qualquer diferença de comportamentos entre nós.
Naquele Verão, e nos dois ou três que se seguiram, a Paula estava diferente. Apaixonada, triste ou muito alegre, dependendo da distância a que estava do Chico, e muito perdida.
O Chico? Nada tinha de especial. Não era um rapaz bonito, não lhe notava nenhuma característica extraordinária. Era simpático e usava charme a torto e a direito. Para todos os lados.
Percebemos a tristeza da Paula com facilidade. A mesma que a fazia ir para os bares onde ele estava, sair deles a chorar. A mesma que a fez ter mil e um namorados, numa vã tentativa de ultrapassar a dor, dor essa que a fazia terminar a relação e destroçar alguém que a ela se entregara com sinceridade.
Quem é que não sofreu por amor?
O Chico? Parecia esquecer-se dela até a ver surgir de namorado novo. Nessas alturas, a vontade de estar connosco aumentava, quase forçando as amigas dela a serem íntimas dele, aumentando-lhe não só a insegurança, em relação ao novo namorado, como os ciúmes...
Estava um dia na praia, gostava de me sentar naquele banco mágico a olhar o por-do-sol. A filha do meu vizinho apareceu, uma menina linda, com uns 3 anos de idade, caracóis louros e olhos de um azul brilhante. Fiquei ali, a brincar com ela, enquanto os últimos raios de sol brincavam com a minha pele e a maresia me relaxava.
A Scooter subiu a passadeira e o Chico desceu dela e instalou-se ao meu lado. A familiaridade que eu tinha com ele vinha através da Paula. Ou da discoteca, de o ver na praia. Falava com ele. Não era meu amigo, sequer.
- Que criança linda! - disse ele de repente. - Tenho tanta vontade de ser pai. Já imaginaste nós os dois juntos com uma coisinha assim?
Não sei se fiquei de queixo caído. Mas a minha alma ficou. Que raios????
- Não...
Foi tudo o que consegui dizer, meio aparvalhada.
Era dali o charme estranho com as raparigas. Haveria mesmo quem caísse naquela converseta idiota? A Paula não via isso? Parecia que não, a paixão é mesmo cega. Mas assim era o Chico, com uma conversa insana e na qual ele parecia acreditar piamente... nos minutos em que tinha. Depois disso comecei a reparar mais atentamente e, de facto, era assim que o rapaz conquistava namoradas. Com palavreado sem nexo, imagens de um futuro brilhante ao lado da rapariga, ainda que ela fosse uma desconhecida, e um desaparecimento rápido na sua imparável Scooter.
Enfim...
A Paula hoje é uma mulher realizada. Casada com o homem que escolheu e que a ama, com um filho maravilhoso. Encontro-a uma vez por ano, num jantar de amigos onde toda a gente ri muito, recordando episódios bons e maus, mas todos saudosos, daqueles tempo.
O Chico? Ninguém fala dele. Porque ninguém se lembra. Nunca mais o vi. Nunca mais soube nada. Até hoje, nunca o recordei.
Porque é essa a energia de quem não se dá. De quem nada tem de verdadeiro e bom para oferecer. Um dia... ninguém se lembra de que existiu. Porque nada deixou para recordar.
terça-feira, junho 08, 2010
Porque me diz respeito...
Já postei este vídeo no facebook, mas não me "livro" da sua mensagem e por isso, resolvi que viria para aqui também.
Fui atacada pelo vírus da responsabilidade social? Advogo o reinado dos vegans...? Nada disso.
Mas foi através de uma conversa que me dei conta de uma coisa. Há respostas que nós não sabemos dar, porque pura e simplesmente não fazemos as perguntas. Porque é confortável ficar no nosso sofá, sem questionar o preço dos nossos hábitos de vida!
Em criança aprendi a beber leite com a imagem daquele velhote simpático que vai com um balde ao estábulo para tirar leite das vaquinhas simpáticas... que até o têm em demasia! E depois disso nunca me perguntei se ainda assim seria.
Aqui, para mim,não está em questão se o leite faz mal ou bem, se deveríamos bebê-lo ou comer carne, ou qualquer uma dessas questões. Essa é outra discussão. Para mim, o que está em causa neste vídeo - e este é apenas uma resposta de tantas perguntas que não fazemos - é a desumanidade contida nas nossas escolhas. A falta de consciência.
Para quem gosta e quer beber leite e os seus derivados, não haverá outra forma de o fazer? Uma que não envergonhe a nossa raça? Uma que dignifique os animais que co-habitam connosco, em vez de os maltratar? Uma que não enriqueça cada vez mais corporações que nada têm na cabeça que não o poder, a qualquer preço?
Recuso-me, pura e simplesmente, a acreditar nisso. E recuso-me a fingir que não sei, apenas porque não faço as perguntas certas. Para mim, já não funciona.
sábado, março 06, 2010
Outro blog?... ou, o que escrever quando se está com insónias...
O enamoramento durou pouco, pois cada um deles era muito mais do que o seu blog e, como diria um grande professor meu, as desilusões chegam somente porque um dia nos iludimos. O trabalho foi todo nosso e raramente o outro tem a ver com o assunto. Adiante.
Porque eu conhecia uma dessas pessoas e alguém conhecia a outra, gerou-se uma bola de neve tão grande, que dei por mim a conhecer e a falar com pessoas que, de outro modo, jamais teria conhecido. Enfim, hoje em dia conheço muitas das pessoas que me lêem.
Não que me arrependa disso, pelo contrário. Apesar de algumas pessoas terem sido meras passagens, outras são pessoas com quem já não me dou - e nem tenho intenção de o fazer - pois, correndo o risco da repetição, aquilo que num blog pode ter muito a ver connosco, no geral, pode revelar-se um verdadeiro fiasco! Como, aliás, em todo o lado!
Mas a verdade é que conheci pessoas fantásticas, fiz amigos e tenho muito carinho por algumas delas. No entanto, nesse processo, o intuito deste blog perdeu-se.
Porque é que eu criei o Pequenos Pormenores? Porque aqui me sentia livre. Porque sou tantas coisas diferentes, algumas delas tão paradoxais, e sinto necessidade de as ser, sem culpa, sem crítica, sem filtros. Senti, durante muito tempo, essa possibilidade, por aqui. Apesar de lido por outros, este blog era só meu.
Agora, é igual a pensar na roupa que visto quando vou trabalhar, ou na prenda que quero comprar para determinada pessoa, ou na postura que devo ter para uma entrevista de emprego. Há sempre uma imagem que alguém tem de nós - completamente errada, provavelmente, pois somos sempre muito mais do que isso! - mas que tememos quebrar! Mesmo que digamos vezes e vezes sem conta que isso não importa. Õ próprio facto das pessoas nos conhecerem faz com que se preocupem connosco. E isso não é mau. Mas não nos permite libertarmo-nos, se sabemos que vamos preocupar alguém.
Perdi certezas, na vida, e isso, para mim, foi uma bênção! Mas já não sei colocar as minhas incertezas neste espaço. Criei outros blogs, com outros nicks, mas não é a mesma coisa. Nunca foi minha intenção esconder quem sou. Apenas sentir-me livre!
É uma crise - bloguista! ;) - e uma oportunidade, obviamente! Ser (mais) quem sou. Recriar-me, porque me dá na gana! Passar à zona desconfortável.
Talvez o faça. Hoje. Daqui a um mês. Nunca. Não sei.
De qualquer forma, este blog está em crise existencial...
:)
Excelente fim de semana para todos!
domingo, maio 17, 2009
Mórbido
... chamar a uma igreja Igreja de S. João Degolado parece-me insano. Mesmo.
quinta-feira, maio 07, 2009
Mercúrio retrógrado 2
Lembram-se deste post?sexta-feira, março 13, 2009
Pensamentos estrambólicos
segunda-feira, março 09, 2009
Ao telefone
Ele - Obrigada...
Ela - A idade de Cristo... dizem que é o ano da nossa vida!
Ele - ... e isso é bom ou mau?
Ela - ... para te dizer a verdade, passei os 33 a tentar descobrir isso... e ainda não consegui!
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Instantes muito mágicos
Olhei. Não vi qualquer semelhança com ninguém que pudesse ter visto antes. Um homem alto, cabelos escuros, olhos azuis. Talvez tivesse a minha idade...
- Conheces-me. - afirmei.
Ele riu.
- Muito bem. Pelo menos, conheci. Praia de Faro, quiosque, Waterfront. Diz-te alguma coisa?
Fui eu que me ri desta vez.
- Diz-me tudo. - respondi. - Agora por favor diz-me que não me conheceste bêbeda a pedir-te cerveja...
Não era o caso. Era surfista, naqueles tempos. Frequentava a praia na mesma proximidade. Frequentava os mesmos bares e a mesma discoteca. Não os mesmos amigos.
Mas sabia quem eu era. Sabia quem eram os meus amigos. Que eu abria a discoteca todas as sextas e sábados. Que bebia ginginha ou tuborg. Que jogava King nas mesas de madeira dos Arcos. Quem eram as minhas duas amigas. Que representávamos sempre uma dança no "Losing my religion", dos REM. Que pedíamos Pixies todos os dias.
Rimos muito naquela conversa.
- Olha lá, Miguel. - era o nome dele. - Mas como é que te lembras tão bem, como é que me reconheceste? Porque é que eu não me lembro de ti?
- Bem... eu costumava olhar para ti... mas só de longe! - respondeu com um sorriso. - Acho que nunca olhaste para mim. Dançavas completamente vidrada, de olhos postos num gajo que por lá andava...
Dei uma gargalhada. Ele conhecia-me mesmo, bolas!!!!!
Não trocámos números de telefone, nem mails, nem nada que o valha. Foi um não acaso, um momento mágico, uma conversa interessante. É engraçado como podemos ter impacto na vida de alguém sem nunca nada ter feito por isso...
Ainda estou um bocado estupefacta... :)
domingo, janeiro 18, 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Adenda ao post anterior!!!!
No meio de nenhures, no centro onde faço algumas entrevistas e dou formação, há ensaios de dança, à tardinha e noite. É barulhento, muito confuso, mas nada mais do que isso. O grupo de rapazes e raparigas, entre os 17, 18 e 23, 24 anos junta-se e ensaia durante algumas horas.
Ontem,por algum motivo,as raparigas não apareceram. Só hoje soube que era uma festa de rapazes, uma rave só para homens!!!! Nem as técnicas do centro estavam lá. Só aqui a "sarilhos" Lita, que não sabia disto, obviamente!!!!
Por isso, foi um bocadinho assustador ver aparecerem uma série de gajos gigantes que desligaram as luzes da sala por onde eu teria de passar, fazerem uma barulheira infernal e, por fim, uivarem... sim, eles uivaram, várias vezes. Estavam divertidos, saltavam, batiam com qualquer coisa nas paredes... e uivavam.
Quando terminei as entrevistas, lá tive de passar por ali...não deixaram de uivar por causa disso.
Foi... uma experiência única... a não repetir!!!!
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Qual é a parte que não perceberam?
"Ok, penso que é tudo por hoje. Voltamos a encontrar-nos para a semana para eu lhe dar um feedback desta nossa conversa e o orientar devidamente. Está bem?"
Esta é a parte da entrevista em que vocês se vão embora. Não é a parte em que ficam sentados a olhar para mim e se lembram de um episódio engraçado da adolescência, ou do último livro que leram. Esta não é a parte em que querem saber mais coisas... a pergunta alguma dúvida ERA a entrada a essa parte!!!! Há um segundo momento na próxima semana. Está marcado. Prometo que trago mais informação. Hoje... acabou!!!!
segunda-feira, novembro 17, 2008
Interrogações
Esse texto chamava-se "a frase da minha vida". Estranhamente, é através dele que mais pessoas passam por aqui. Descobri,um destes dias, 86 buscas no google - que tinham chegado ao meu blog - com o tema "a frase da minha vida".
Eu escrevi um texto sobre frases que, para mim, eram significativas, pois estavam presentes na minha existência como um padrão. Imagino que cada um terá as suas. No entanto, pergunto-me: porque é que hei-de ir procurar "a frase da minha vida" à Internet?????
Mistérios...
sábado, novembro 15, 2008
Enleios
Com a miúda meio adoentada, vi-me restringida a um quarto de criança, um portátil, no qual não consegui elaborar uma frase decente a tarde inteira, e a M.
Fomos cordiais uma para a outra e eu tentei ocupar-me, enquanto ela lia uma história à minha filha. Os olhares trocados deixam questões sem resposta. Não com respostas que poderão não ser ditas, ou que precisam de tempo. Mesmo sem resposta. Ela continua a temer-me, a olhar-me como se eu a desnudasse facilmente. Eu continuo a não ter menor noção daquilo que sinto em relação a ela, às suas atitudes, às suas escolhas, ao facto de frequentar a minha casa e falar do meu marido, como se o conhecesse melhor do que eu. Por vezes, pergunto-me se o fará de propósito. Se necessitará de demarcar um espaço no qual, pensa, eu não tenho entrada.
Confesso que essa parte me irrita. Não o espaço que ela partilha com ele, mas a sua necessidade de o expor sempre que pode.
Do outro lado, a evidência de que, num universo paralelo, aquela mulher poderia ter sido minha amiga. Temos as mesmas raízes, histórias parecidas, gostos comuns. Falamos dos mesmos livros, dos mesmos filmes, de uma espiritualidade similar. Uma vez ela chamou-me irmã... e eu emocionei-me. De verdade.
No entanto, ela ainda odeia a vida que viveu, anda de espada em punho e percorre as suas estradas tendo o mundo e os seus habitantes como inimigos. É ai que somos totalmente opostas.
Eu amo as minhas experiências, as minhas memórias, os meus sonhos, as minhas pessoas - as que conheci e as que se cruzarão comigo. Eu reconheço, também, a minha mão, nos traços que desenharam a minha história. Ela culpa tudo e todos pelo que não lhe sorri.
Neste momento está apaixonada. Talvez o amor a adoce. E nesse percurso talvez eu tenha tempo de a conhecer melhor e perceber a confusão enublada de sentimentos que me evoca.
terça-feira, novembro 04, 2008
Ainda sobre bolachas...
Ontem comprei um pacote de bolachas que acho deliciosas, e ao arrumá-las, começo a ler os ingredientes, que passo a citar:
"Farinha de trigo, recheio de fruta, estabilizador, sumo de maçã, amido, canela, passas, açúcar, gordura vegetal, dextrose, leite em pó gordo, sal, levedantes químicos, aroma."
Até aqui tudo bem, apesar dos nomes assustadores dos ingredientes com que fazem as coisas que comemos. Mas eis que, em baixo, em letras mais cheias aparece:
"PODE CONTER: OVO, AMENDOIM, SOJA, FRUTOS DE CASCA RIJA, SÉSAMO"
????
Pode conter????? Supostamente não contém ou, imagino eu, viria nos ingredientes. Pode conter???? Género, hmmmm, vamos fazer as bolachas num dos recipientes já usados para outra coisa qualquer? Ou, hoje estou aborrecida, vou variar e colocar-lhe nozes? ou, upppps, lá deixei cair 3 ovos lá para dentro? Ou, hmmm, isto hoje ficou um bocado líquido. Pode ser que a soja melhore a massa...?
Pode conter????
Sim, deve haver alguma explicação plausível, até porque não é a primeira vez que me deparo com uma coisa destas. Agora que não me convencem... não me convencem!!!!