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quinta-feira, agosto 25, 2011

O verdadeiro sentido de "pavonear-se"

Chegámos a Faro estafadas, depois de um piquenique na Serra, muita gargalhada e correria atrás das crianças.

Já a voltar para casa, viramos numa esquina e somos obrigadas a parar drasticamente, devido a um engarrafamento da rua... mais especificamente, 3 pavões que atravessavam a estrada. Sim, leram bem... posso voltar a escrever. Eram 3 pavões a atravessar a estrada!!!!!

Nas calmas... assim como são os pavões... :D
Um ainda me lançou um olhar 39, tipo... abranda que eu estou a passar. Um segundo achou que o carro era um repentino e agradável lugar de sombra! A modos que, entre caras estupefactas e gargalhadas lá conseguimos passar.

Chegadas a casa da Kayla, ela resolve ligar para a Câmara, pois - obviamente! - os pavões tinham fugido da Alameda (espaço verde com aves).

Telefonema:
- Estou sim? Estou a ligar porque ali ao pé da Pedro Nunes encontrámos 3 pavões a atravessar a estrada. Devem ter fugido.
- Ah, não... é normal... eles costumam dar uma voltinha. Gostam de ir até à Avenida 5 de Outubro.
- ... é normal, então?
- Sim, sim... estão só a passear. Mas obrigada pela preocupação com os animais...

E lá está. Afinal é rotina 3 pavões saírem de casa para ir dar uma voltinha à avenida, quem sabe beber um sumo de limão... e depois voltam tranquilamente. Presumo que a Disney não queira fazer um filme sobre eles, não?

domingo, fevereiro 08, 2009

A Rainha das gaffes...

Para quem a segue, já sabe quem é. Este post é dedicado à minha querida amiga Kayla. Pois é, esta rapariga tem um dom... o dom de dizer as coisas mais estapafurdias nas piores alturas... lol

Nem se dá conta, quando damos por ela, puff, está a despejar tudo cá para fora sem a mínima noção daquilo que está a dizer. Podia contar-vos mil e uma coisas, mas vou contar-vos uma que se passou há relativamente pouco tempo.

Há uns tempos atrás fui ao Algarve, passar uns dias a casa dela e matar saudades dos amigos. Numa noite, encontrámo-nos com dois deles e acabámos no jardim, numa feira qualquer, a beber uns copos e conversar. Como acontece com quem tem histórias antigas em comum, a conversa começou a girar à volta dos Verões fenomenais que passávamos juntos.

Falávamos do facto de eu, a Kayla e a Xana, quando estávamos sozinhas em casa, termos mais lucro no quiosque da minha avó, do que a própria, ou os meus pais. Completamente imbuída pelo espírito revivalista, começa a Kayla:
- Vocês nem sabem o que eu descobri acerca disso... é claro que fazíamos mais dinheiro. Chamávamos os gajos todos e nem dávamos conta.

Abri-lhe ligeiramente os olhos, mas a minha amiga ria desalmadamente, enquanto continuava.
- Pois, vocês lembram-se que o quiosque ficava ligeiramente subido?
- hum, hum... - diziam eles.
- Então não é que nós ficávamos com as coxas mesmo ao nível dos olhos das pessoas. - continuava a minha amiguinha, sem se dar conta dos meus olhos a revirar e da caipirinha a ser emborcada mais rapidamente do que o normal.

- Mais. - continuou ela. - Depois aquilo também era baixinho e mal de via a nossa cara. Mas as mamas...
Foi quando eu baixei a cara e entornei a caipirinha pela goela abaixo. Mas a Kayla, nada satisfeita, continuou:
- Rabos e mamas por todo o lado. E andávamos ingenuamente de biquíni o dia todo.
Eles riram e pouco falaram. Eu menos ainda.
E a conversa continuou.

Vínhamos já para casa quando ela me diz:
- Estavas tão calada, esta noite...
- Pudera!
- Então?
- Kayla, aquela conversa dos biquínis...
- O que e que tem?
- Kayla, quando é que nós os conhecemos? Quem é que lá ia todos os dias?
E eis que a minha rainha das gaffes me abre os olhos e fica vermelha que nem um tomate.
- Achas que...?
- Kayla, porque é que achas que eles mal abriram a boca? Aquilo que tu tão bem descreveste, deve ter sido o que eles pensaram durante anos... estiveste a explicar aos meninos o que eles viam quando iam para lá ter connosco.

E rimos que nem perdidas até chegar a casa.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Humilhação pública nº 1

Tinha chovido torrencialmente. Nesse ano houve cheias na rua onde eu morava. E havia ruas cortadas ao trânsito. Mas não aos peões.
Por isso, eu e a Kaila encontrámo-nos à hora habitual para ir para a escola. Éramos da mesma turma, no 6º ano.

Kaila - Achas normal a rua estar deserta, a esta hora?
Eu - Normal, não acho... é hora de entrada. O autocarro hoje tem de ir por outra rua.
Kaila - Mas porquê? Não vejo água.
Eu - Nem eu. Só está ali aquela lama...

Continuámos a andar, em amena cavaqueira, sem reparar que o portão central da escola estava fechado. Continuámos a andar, mesmo quando os sapatos ficaram sujos de lama.
Kaila - Isto está mesmo cheio de lama.
Eu - Não é motivo para toda a gente desaparecer.
Kaila - Tens toda a razão. Vamos continuar.

E eis que, de repente, ficámos enterradas até aos joelhos. Enterradas na lama!!!!!
Eu - Se calhar é melhor dar-mos a volta, Kaila...
Kaila (a rir desalmadamente) - Acho que perdi um sapato.
Eu (a rir) - Bem, então se calhar... o melhor é voltarmos para minha casa... por outra rua...

E a rir que nem umas perdidas... lá fomos, imundas... pela rua onde TODA a gente seguia para a escola, onde o autocarro CHEIO de colegas nossos passou e onde o rapaz de quem eu gostava se levantou, a rir à gargalhada, para nos ver passar!!!!