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segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Deambulando...

Os que mais amamos são também os que nos vêem mais vezes sem maquilhagem. :)

E nem sempre é fácil fazê-lo. Nem sempre o fazemos com carinho. Na maioria das vezes, não o duvido, a intenção é essa. Mas na prática, muitas coisas saem tortas.

Porquê? Não sei. Talvez conheçamos mesmo aquela pessoa melhor do que ela julga que conhecemos. Talvez a vejamos com olhos de passado, sem reconhecer o quão diferente está no presente. Talvez não tenhamos, pura e simplesmente, paciência. Qualquer uma das três é viável. As três juntas.... muito mais viável! :) E não há qualquer paradoxo nisto.

A verdade é que, por vezes, as pessoas saem magoadas. Uma questão de espelho? Absolutamente! Necessidade de nos pormos em causa? Completamente. Falta de aceitação? Também. Aceitar que o outro só irá até onde estiver disposto a ir? Independentemente do quão dispostos nós estejamos? E coragem e humildade para ir onde queremos, apesar do outro - na nossa opinião - dar menos passos? São desafios? Nem sempre ultrapassados. E daí a necessidade de mais e mais desafios. :) O Universo tem tempo.... :)

Quanto ao resto, respirar enquanto fazemos o que conseguimos do trabalhinho e deixamos as feridas sarar.

Ah, e o mais importante, a frase favorita da minha filha: "não importa o quanto eu me zangue contigo, o amor está sempre no coração".
Que frase maravilhosa!

sexta-feira, abril 24, 2009

Amarguinhas

Lembram-se disto?

Se não me engano, estávamos em 96. O ano que chamei, durante muito tempo, o ano que poderia não ter existido... já mudei de ideias, claro! :)

Estava em pleno desgosto de amor. Foi o ano em que a Xana esteve quase para desistir do Duarte. O ano em que tudo o que eu queria era que me deixassem em paz e a minha relação com as minhas duas amigas estava um caos. O último ano que passámos sozinhas na Praia, antes de eu perder o meu lugar seguro. Não estava fácil.

Mas havia aquelas noites de sexta e sábado. Em que colocávamos esta música, escolhíamos a dedo a roupa para sair, pintávamos os olhos, colocávamos os perfumes favoritos e preparávamo-nos para abrir a pista do Waterfront. Era nos momentos em que nos vestíamos que nada mais importava. Naquela altura não havia corações quebrados, amizades tensas ou solidão. Éramos apenas aquilo. Três amigas que se preparavam para curtir a noite.

A ansiedade começava a chegar quando estávamos quase prontas. Quem apareceria? Estaria lá o Ricardo, que nos deixava ditar-lhe a playlist para toda a noite? O Alex e as suas bebidas de graça? O Sr. Zé com a grade de ginginhas que guardava religiosamente todos os Verões? Seria uma daquelas noites em que dançaríamos como se não houvesse amanhã e acabaríamos a ver o por-da-lua? Ou a tentar "cravar" um cachorro quente ao rapaz da roulotte? Tínhamos lata para tudo.

E acabasse a noite com um sorriso ou muitas lágrimas (geralmente com a ajuda de muito álcool), nenhuma de nós trocaria aqueles momentos por coisa alguma.

Just girls...