quinta-feira, novembro 06, 2008
Lita...
Ele - Lita?
Eu - Sim?
Ele - Onde vais guardar isto?
Eu - Podes pôr em cima da cama que já arrumo.
Ele - Lita?
Eu - Sim?
Ele - A que horas sais de casa amanhã?
Eu - Ainda não sei... devo ter umas seiscentas horas a mais para gozar...
Ele - Lita?
Eu - Sim?
Ele - Nada. É só para treinar o nome...
...
quarta-feira, novembro 05, 2008
Outro dia...
terça-feira, novembro 04, 2008
Ainda sobre bolachas...
Ontem comprei um pacote de bolachas que acho deliciosas, e ao arrumá-las, começo a ler os ingredientes, que passo a citar:
"Farinha de trigo, recheio de fruta, estabilizador, sumo de maçã, amido, canela, passas, açúcar, gordura vegetal, dextrose, leite em pó gordo, sal, levedantes químicos, aroma."
Até aqui tudo bem, apesar dos nomes assustadores dos ingredientes com que fazem as coisas que comemos. Mas eis que, em baixo, em letras mais cheias aparece:
"PODE CONTER: OVO, AMENDOIM, SOJA, FRUTOS DE CASCA RIJA, SÉSAMO"
????
Pode conter????? Supostamente não contém ou, imagino eu, viria nos ingredientes. Pode conter???? Género, hmmmm, vamos fazer as bolachas num dos recipientes já usados para outra coisa qualquer? Ou, hoje estou aborrecida, vou variar e colocar-lhe nozes? ou, upppps, lá deixei cair 3 ovos lá para dentro? Ou, hmmm, isto hoje ficou um bocado líquido. Pode ser que a soja melhore a massa...?
Pode conter????
Sim, deve haver alguma explicação plausível, até porque não é a primeira vez que me deparo com uma coisa destas. Agora que não me convencem... não me convencem!!!!
segunda-feira, novembro 03, 2008
Bolachas saudáveis
K. - Estas bolachas de chocolate estão a dar-me uma enorme dor de barriga.
Eu - É normal, já comeste quantas?
K. - Quase meio pacote.
Eu - O que é que estás à espera?
K. - Oh! São bolachas de chocolate muito saudáveis!
Eu - Bolachas de chocolate muito saudáveis????!!!!
K. - ... são. Olha, deixa cá ver os ingredientes. ... Têm triguinho... saudável!!!!
Fantasmas de mim
Assim que passo a ponte, o volante guina-se suavemente para a direita, como se não fosse eu a autora do acto. Vou devagar. A meu lado, descalça, caminhando pela estrada, que em dias mais quentes queima a planta dos pés, o fantasma dela segue serenamente.
Coincidentemente, os lugares estão ambos vazios. Havia um tempo em que ela tinha de colocar grades vazias, para permitir que as pessoas chegassem ao quiosque.
O silêncio reina, quando desligo a chave. Olho para o pátio. Agora ela saí pela porta da frente, observando a estrada. O olhar atravessa-me, procura um vislumbre da natureza, por entre os dois prédios da frente. Houve um tempo em que eram apenas casas com telhados pontiagudos.
Senta-se no sofá laranja, e suspira, antes de abrir o caderno de capa preta, para rabiscar coisas que não consigo ler, mas sei o que são.
Desvio o olhar. Subo a passadeira, achando que não me seguirá. Mas ali está ela, sentada, no lado esquerdo, ainda a escrever. Desço para a praia, e inspiro a brisa salgada, as baterias a carregarem a uma velocidade vertiginosa, as emoções a aflorarem entre um misto de euforia, saudosismo e identificação. As lágrimas surgem, mas não descem, ficam suspensas entre quem fui e quem sou, reconhecendo que a matéria é a mesma, mas que a forma é totalmente diferente.
Sento-me, os dedos enterram-se nos grãos de areia e ela continua por ali. Mergulha sozinha e nada até quase não ser vista, apanha conchas, grita como uma louca, de braços abertos, chora desalmadamente deitada a meu lado, raspa a areia à luz das estrelas, só para a ver reluzir, embala-se nos sonhos mais profundos. Se sabe que ali estou, finge não me ver. Mas não sei ao certo se o sabe...
Quando regresso, continua ali, sentada no banco, olhando um por do sol que eu não vejo, esperando as estrelas e os sonhos. Deixo-a lá.
"És apenas um fantasma." - murmuro.
Sou bloqueada por uns braços que me olham com comoção, como se o fantasma fosse eu.
- Lita! - diz a vizinha Inácia. - O meu coração deu um salto quando te vi subir a passadeira. Nem queria acreditar que eras tu.
Abraço-a, enquanto o nome carinhoso me ecoa por todo o corpo, o conforto da infância, a segurança das ligações eternas, as noites dos jogos, as fogueiras, as escapadelas pela janela e a dança. As intermináveis noites de dança "em frente à água".
Não és um fantasma. És feita da mesma matéria que eu, tal como esta areia, esta brisa salgada, a estrada demasiado estreita para tantos carros, mas que não deixa de ser concorrida por causa disso. Eu é que te abandonei, porque doía demasiado. Ainda dói um bocadinho. Mas és parte de mim. E eu quero-me inteira.
Refreshed
Até porque aquilo que se procura já lá não está, ficou algures, preso no tempo e no espaço.
De qualquer modo respira-se.
Amacia a pele, abre sorrisos, faz brilhar os olhos.
E depois regressa-se.
O coração murcho, mas a alma inteira.
sexta-feira, outubro 31, 2008
Instantes
O vestido, de tecido leve, dançou-lhe nas pernas.
Sentiu-me feminina, bonita.
Há algum tempo que não tinha essa sensação.
Desencontros
Ao vivo, vimo-nos cerca de 4 vezes, imagino, apesar de só me conseguir recordar de 3.
Antes disso, ouvia falar dela com frequência, por intermédio de amigos comuns. A empatia, foi à primeira vista, e total.
Trocámos nºs de telefone e mails.
Em ciberconversas partilhámos sonhos, confidências, desilusões. Criámos projectos que nunca se concretizaram, mas nos quais continuamos a colocar um pouco de energia.
Estranhamente, faz parte daquele círculo de pessoas de quem a minha alma se encontra mais próxima.
Tentámos muitas e muitas vezes encontrarmo-nos. Mas... uma de nós estava doente, a viagem não se concretizava, o trabalho não permitia sair mais cedo.
"Voltaremos a tentar!"
Inesperadamente, consigo um fim de semana para ir lá. Envio-lhe a mensagem surpresa.
- Tomamos café, no sábado, depois do almoço?
Responde-me:
- Este fim de semana vou para aí, ver um concerto. Regresso no domingo.
É quando eu volto de lá.
Há coisas que não têm de acontecer...
Samhain
...
Esta é também uma boa altura para nos libertarmos de fraquezas, defeitos e vicios, o nome dos quais podem ser escritos em pedaços de papel e queimados no caldeirão. Um costume é acender uma vela laranja à meia noite e deixa-la acesa até ao nascer do sol para dar boa sorte no ano que chega. Velas pretas são também usadas para banir energias negativas. Outro costume, claro, é esvaziar e carvar uma abóbora, e acender uma vela lá dentro, criando assim uma lanterna. "
in http://castelodalua.net/
quinta-feira, outubro 30, 2008
E hoje...
Efémero
O rapaz, alguns anos mais velho, olhava de vez em quando e elas fingiam não perceber. K. acabou por ir comprar os bilhetes, deixando-a sozinha ali e, nesse instante, ele aproximou-se dela, sentando-se.
- Sabes explicar-me onde é que se troca de comboio para ir para Albufeira?
- Para Albufeira não é preciso trocares. - respondeu ela, tentando não rir perante o olhar incrédulo de K., ao mesmo tempo que se questionava se ele usara a pergunta para se aproximar, ou não saberia mesmo nada de comboios no Algarve. - Só trocas em Tunes, caso queiras ir para os lados de Lisboa.
Foi o início de uma conversa que durou mais de uma hora (os comboios eram bastante lentos, na altura!!!). Ele era de Aveiro, tinha duas irmãs, vinha ter com uns amigos que estavam a acampar, perguntou se queriam ir ter com eles um dia destes e elas responderam que não, que tinham casa na Ilha de Faro e passariam lá o Verão. Não era provável que fossem para Albufeira. Não lhe explicaram que tinham apenas 14 anos e que a avó dela ficaria escandalizada com a ideia de irem as duas para Albufeira em busca de um rapaz mais velho que tinham conhecido no comboio.
Ele deu-lhe a morada dele.
- Escreve! - disse. - Vamos continuar a conversa....
Ela guardou a morada com um sorriso. Sabia que não escreveria. Que existiam alguns momentos que tinham valor porque eram assim, efémeros e, por isso, ficariam como pinturas no tempo, nada desgastadas pelas teias da realidade. Não descobriria coisas nele com as quais não se identificava, as cartas não se tornariam cada vez mais pequenas e mais espaçadas no tempo, fazendo com que a amizade, pouco fortalecida, morresse lentamente. Talvez fosse ingenuidade, medo de mergulhar na vida, mas naquela altura não se questionava com essas coisas. Tinha muitas certezas, ela.
Ainda hoje, não sabe bem se essa filosofia está correcta ou era apenas uma fuga. Mas a verdade é que se recorda bem dele...
quarta-feira, outubro 29, 2008
Campanha Solidária - Um presente cheio de Natal
terça-feira, outubro 28, 2008
Fidelidade
Existem sociedades não monogâmicas, e as que o são, na maioria das vezes não o são.
Honestamente - e da parte de alguém que tem verdadeiramente hábitos monogâmicos - isto não vos parece estranho?????
sábado, outubro 25, 2008
Responsabilidade...
Cansei-me das queixas de todos, de como o mundo é cruel, o governo não presta, os clientes estão sempre insatisfeitos, ganha-se mal, trabalha-se muito e, o mais assustador, não se acredita no que se faz. Esta é a parte que me arrepia até ao tutano, a frase que me causa um temor que chega aos ossos.
Viver-se a não acreditar no que se faz! E quantos de nós fazemos isso? É cansativo, tira a energia, e depois precisamos de falar mal, resmungar, olhar com raiva para quem se ri, está feliz, desejando sugar-lhe a energia até que essa pessoa se sinta tão mal quanto nós.
O mundo é cruel? Talvez! O governo não presta? Provavelmente. Os clientes estão sempre insatisfeitos? Tanto quanto nós. Enfim... aquilo que temos de meter na cabeça, ainda que seja à martelada, é que vivemos no mundo que construímos, e quanto menos nos responsabilizarmos por ele, apontando o dedo a tudo o que não presta, menos poder temos, menos mudança nos permitimos fazer.
Pelo menos, peguemos naquilo que temos e vamos fazer o melhor que sabemos com isso. Fazer algo em que não se acredita? Brincar às pessoas grandes!!!! Seremos sempre seres a fazer experiências e a esperar que tudo corra pelo melhor, seja qual for a idade que temos. Arrepia-me pensar em alguém que entre num hospital em perigo de vida e encontre um médico, ou uma enfermeira que não acredita no que faz. Que não trabalha porque o governo não presta ou o mundo é cruel. Que não faz "aquela coisa" porque não é a sua função e não é paga para isso.
Crescer, para mim, é pegar naquilo que me é dado, e cultivar o meu jardim. Com responsabilidade. Sabendo que pode não ser perfeito, mas é meu, tem a minha assinatura e, como tal, mostra quem eu sou. Fazendo o meu melhor. Pelo menos, o melhor que posso dar na altura.
terça-feira, outubro 21, 2008
Filosofia de Rua 2
segunda-feira, outubro 20, 2008
errrrr....
sábado, outubro 18, 2008
Da inveja...
Há algum tempo atrás perdi cerca de 6 kg. Voltei a ter 50kg, o que não é nada de extraordinário, visto eu ter pouco mais de um metro e meio.No entanto, e porque sou baixa, 6Kg fazem diferença e sinto-me bastante mais confortável com o meu corpo, uma vez que sempre fui magra.
Isto não é assim tão importante. O interessante é o que os outros fazem disso. Quem me conhece e está mais interessado na minha pessoa do que no meu peso,sabe que me sinto melhor, elogia-me e não faz mais comentários. Mas eis o que perder peso pode causar em algumas mulheres,e aquilo que eu lhes devia ter respondido, mas não respondi, porque fiquei demasiado estupidificada a olhar para elas:
- Hmmm, andas a tentar competir comigo? - pergunta a gaja que costumo encontrar no café.
"Sim, claro, eu não emagreço para me sentir bem comigo mesma, mas para competir com uma pessoa que mal conheço e que reclamou durante não sei quantos dias com a sopa que comia para a fazer emagrecer. É a minha razão de viver!"
- Ah, estás tão magra!!! Não estás mal, mas antes tinhas um belo rabo, agora nem se nota! - comenta a mulher da sapataria, ao pé da minha casa, a quem costumo dizer bom dia.
"Primeiro que tudo, não sabia que tinhas o hábito de olhar para o meu rabo. Depois, como deves imaginar, satisfazer-te com o meu corpo não é a minha prioridade do momento."
-Hmmm, que magrinha! Não me digas, andas a dieta!!!! Toma cuidado, olha que já se vêem os ossos do ombro! - a colega invejosa lá do trabalho.
"Chama-se clavícula, burra! E claro que se vêem, a mim e a toda a gente! E não, não ando a dieta,mas se andasse, continuava a ser problema meu!"
Juro que não entendo. As pessoas não têm mais nada para fazer na vida? Preocupem-se consigo mesmos e não se comparem com os outros. Se não têm nada de agradável para dizer... não digam nada!!!!! Ninguém perguntou...
E a dor de cotovelo... cura-se com creme nívea!
sexta-feira, outubro 17, 2008
Um dia...
Esperar
E depois temos de parar... e esperar pela nossa sombra. Porque até tudo o que é importante parece deixar de ter sentido, como se o fio condutor que nos recorda de quem somos tivesse ficado para trás, fosse esticado até ao limite.
Se não houver tempo, consciência e entrega, até aquilo que nos dá prazer fica sem sabor.
Vou sentar-me, aguardar pela sombra, pelo prazer. Arrumar cuidadosamente as minhas gavetas. Ver o que já não preciso, o que é essencial e o que é acessório. Usar o meu saco de energia com amor, sabendo que é precioso.
Ver se ainda me recordo de como se respira.
PS. Enquanto escrevia este texto, olhei duas vezes pela janela, o que não me acontecia há muito. Na primeira vez, apercebi-me de que o prédio da frente já não tem os andaimes habituais, e está pintadinho de fresco, lindo.
Na segunda vez, dois pombos pousaram no parapeito e olharam para mim, como se dissessem, "isso, isso! é mesmo por aí!" :)
Gosto, honestamente, destas confirmações!
quarta-feira, outubro 15, 2008
Filosofia de Rua
Blog Action Day - Pobreza!
Doar não é apenas coisa de quem tem dinheiro, mais tempo! Qualquer um de nós pode doar tempo, roupa, sorrisos... partilhar um conhecimento, uma história.
Não é coisa para se fazer apenas no Natal. Todos os dias há qualquer coisa que podemos fazer. Todos. Não apenas em algum.
Recebi um e-mail, há tempos, de um jovem que propunha criar uma conta em que toda a gente colocasse um euro por mês, e todos os meses, esse dinheiro seria doado a uma instituição.
Li sobre alguém que bebia o primeiro café do dia em casa, e colocava os 0,50€ numa caixa, para doar no final do ano.
Sobre quem escolhia, ao longo dos seus dias, os actos de caridade que mais o inspirassem e fazia um brainstorming de qual o seu poder de acção. Dar roupas, livros, comida.
Sobre quem lia histórias para crianças, como acto de voluntariado.
Sobre quem, no dia em que, inesperadamente, lhe pagam a refeição, guarda esse dinheiro para doar.
Ideias não faltam. E acções? Há um momento em que temos de escolher. Seremos parte do problema, ou poderemos fazer parte da solução?
terça-feira, outubro 14, 2008
Madrugar
Linha de Sintra
A estação de comboio não estava cheia,mas imitava bastante bem.
Sensação estranha, esta. Eu ali, num dia em que tive de me levantar excepcionalmente cedo. Confrontei-me com o frio da madrugada, a noite escura como breu,o céu ainda estrelado e a Lua Cheia, prestes a pôr-se do lado oposto.
Estas pessoas, à minha volta, estão na sua rotina. Levantam-se às 5h30 da manhã, saem de casa às 6h para apanhar o comboio que as levará ao trabalho.
Entro no comboio e é outro choque. Está cheio. Tenho de passar para outra carruagem para encontrar lugar. Sento-me. No banco da frente,um bebé de casaco azul e chucha vermelha pisca na minha direcção. Sorrio-lhe. Abana-se, rindo! É o único, dentro da carruagem,que parece não ter sono.
Saio em Sete Rios e dirijo-me ao Expresso. Mais uma estação cheia,a música altíssima ecoa por todo o lado. Carrie, dos Europe (alguém se lembra?). Agora, para além do frio e do sono, estou a ter um pesadelo!
Definitivamente, hoje, comecei a dar mais valor à minha cama, aos meus horários, à minha vida!
segunda-feira, outubro 13, 2008
Alguém me explique como se eu fosse muito burra...
Como desperdiçar energia... ou mulheres à beira de um ataque de nervos!!!!
Ele - Sim...?
Ela - Estou? Sou a ...
Ele - Estou?.....
(chamada desligada)
Ela olha para o telefone.
"Ligo outra vez? Não, não ligo. Será que ele percebeu que era eu? Ele que ligue. Ou ligo? Será que desligou a chamada? Idiota! Não vou ligar! Deveria ligar? O que vai ele pensar? Não, não ligo. Que gajo mais estúpido!"
Duas horas depois, ela liga.
Ela - Estou?
Ele - Oi! Foste tu que ligaste há bocado?
Ela - Sim, e tu desligaste-me o telefone na cara!
Ele - (rindo) Não, estava dentro de um elevador e perdi a rede. Pensei que ias ligar a seguir.
Ela não diz nada, mas sente que o sol voltou, mesmo às 20h da noite.
...
Shoes obsession day
Não sou fã de sapatos. Gosto de sandálias e de botas. Adoro botas. Por isso, o Outono, no que respeita a calçado, é a estação infernal, para mim.Demasiado calor para botas, demasiado frio para sandálias. Vou alternando entre os dois, um dia de frio, um dia de calor.
Este ano tem sido pior. Muito frio de manhã e à noite, um calor abrasador a meio do dia. A população lisboeta rendeu-se aos ténis.
Finalmente, tomei a decisão de que, provavelmente, seria melhor comprar uns sapatos. Como nem sequer gosto de sapatos, sou o ser humano mais esquisito na face da Terra, no que respeita a escolhê-los. Corri mil e uma sapatarias. Olhei, vi, mexi, saí, regressei, voltei a sair. E, encontrei dois ou três que me satisfaziam, enquanto espero que o tempo me permita o uso confortável das minhas adoradas botas.
A resposta, aos três sapatos, foi a mesma. "São de adulto. Só existem a partir do 36. Não se fabricam abaixo desse número."
E eu questiono-me. Serei a única mulher adulta portuguesa que calça o 34/35? É que, na secção de criança, não existem sapatos de salto!!!!!
sexta-feira, outubro 10, 2008
Mude
(Edson Marques)
Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais...leia outros livros, viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...outra marca de sabonete, outro creme dental...tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda !
quinta-feira, outubro 09, 2008
Cheiro de Outono
Estou atrasada, mas escolho a caminhada, em vez do metro. O vento gelado do Outono é, de alguma forma estranha, um calmante.
Apresso o passo. A avenida parece mais longa do que o costume.
Chego à Praça e procuro a forma mais rápida de a atravessar. Envolve-me o cheiro cinzento, quente, guloso. Abrando subtilmente. É um odor infantil, regressivo. Um cheiro de tardes de chuva, de passeios no parque, de língua queimada. Um cheiro de mãos acinzentadas e calçadas sujas de cascas meio castanhas, ainda. Um cheiro salgado.
Paro e compro o pacote. 12. Saboreio a primeira, como se fosse a primeira vez.
O tempo é sempre relativo. E tudo o mais pode esperar.
A filosofia do Pssst...
Considero-me verdadeiramente leiga neste assunto. Por mais voltas que dê à cabeça (na verdade não perco assim tanto tempo com isso!) não consigo encaixar o como, porquê, ou para quê, de um "Pssst!" de rua, por parte de um desconhecido...Os assobios, dinossauricos, mas de algum infeliz modo fazendo parte da cultura masculina, irritam-me. Mas percebo-os. Apesar de, na maior parte das vezes, não o verbalizarmos em voz alta, nós, mulheres, também gostamos de olhar e admirar um homem que foi favorecido pela natureza. E até o comentamos entre nós.
Os piropos são verdadeiramente secantes. Porém, apesar de raro, quando ouço um piropo original, criativo, divertido e não ordinário, até sou capaz de sorrir. Devia ser esse o objectivo primário deles... digo eu.
Agora o famoso "Pssst!"...???? O que raios é isto? Recorda-me chamar um gato... ou enxotar um gato... ou uma mosca e esvoaçar à volta do nosso nariz, naquelas tardes de Verão escaldantes em que, saberá Deus porquê, o nosso nariz parece o que de mais apetitoso existe para uma mosca...
É um verdadeiro mistério, o "psst!". Qual o objectivo? Que se olhe? Para quê? Qual a mais valia? A realização? O objectivo esotérico máximo subtilmente escondido atrás de um "Psst!"? Se alguém tiver ideias... agradeço.
terça-feira, outubro 07, 2008
O maior espectáculo do mundo
Eu estava apaixonadérrima. Há oito meses que nada mais via à frente do que ele. E, de repente, em plena Lua Cheia, numa noite de Verão, vi-me nos braços dele, a concretização dos meus sonhos mais loucos. Foi tudo perfeito, eu não estava de vestido comprido e saltos altos, mas de calças de ganga elásticas e ténis all star, e não deixei um sapato no caminho, pois os ténis são difíceis de sair do pé e, de qualquer das formas, ele pôs-me em casa de madrugada. Mas não podia ter sido mais perfeito.
O sorriso que me rasgava a face de uma ponta à outra foi diminuindo com o passar dos dias. O meu príncipe não telefonava. A concretização do meu sonho perfeito começou a ser ensombrada pelas dúvidas mais negras que uma adolescente pode ter.
Era sábado da semana seguinte. Eu estava com um amigo num Bar, a jogar matraquilhos, quando ele entrou, acompanhado de uma loura estonteante, com um minúsculo vestido branco justinho e uma pose daquelas que faz lembrar as meninas da Playboy (se calhar até não, mas é a imagem que mantenho dela até hoje). Petrifiquei, com a imagem e o pensamento absurdo "isto acontece nos filmes, não na vida real".
Mas estava a acontecer. Respirei fundo, mantive a pose toda a noite, falei-lhe como se nada estivesse a acontecer e aguentei firme. O idiota ainda teve a grande lata de vir jogar matrecos contra mim... e ganhou!!!! Só quando cheguei a casa desabei num pranto interminável.
Domingo seguinte. Apanho o Intercidades das 18h (que só havia aos domingos e, por causa dos estudantes, tinha mais uma carruagem do que habitual). Tinha comprado o bilhete (com lugar marcado) na sexta feira anterior. Eram 4 carruagens com 116 lugares cada.
Imaginem QUEM tinha lugar marcado ao meu lado???? :)
A loura estonteante, "carinhosamente" apelidada pelas minhas amigas de "Cú de Pato". Sim, porque com razão ou não, as amigas protegem-se sempre umas às outras.
Passei metade da viagem sentada no Bar, enjoada demais para regressar ao meu lugar. E a pensar que nem nos filmes a coisa costuma ser tão sarcástica.
Blogues com sucesso
Pois é.A festa de lançamento do primeiro livro da Joana teve lugar no dia 4 de Outubro, no Onda Jazz, numa simpática festa cheia de gente.
Tive a oportunidade de ir e o privilégio de fazer a apresentação do livro, e da autora.
Uma salva de palmas para ela e um enorme beijinho cheio de desejos de sucesso!!!!
segunda-feira, outubro 06, 2008
Partilhar
Complicadas, as tarefas que me dás. Como se não soubesses que o "essencial é invisível aos olhos".Do que preferes que fale? Do quanto me senti "casada" contigo desde o primeiro momento? De que te escolhi porque te amo? Que sinto orgulho por seres o pai maravilhoso que és? Sim, é tudo verdade.
Mas, ainda assim, eu tenho pouco para dizer. Sou instável, sonhadora, gosto de florear a vida ao sabor das memórias e com um toque de escrita. A minha alma a ninguém pertence e desejo que assim seja sempre.
Mas partilho-a contigo. Não apenas os sorrisos, mas a sombra que me habita. É ao teu lado que acordo sem maquilhagem, confiando que o teu amor consegue ver para além do meu rosto inchado e ensonado. Tal como te vejo a ti.
Já me habituei a desviar-me do caminho quando estás irritado, não porque te evito mas porque sei que precisas de respirar. E a dizer-te quando quero chocolates... ou quando pura e simplesmente quero discutir.
Sei que gostas do silêncio da noite e que preferes que eu vá dormir mais cedo, de vez em quando, para teres um momento só para ti. E que resmungas acerca de mais 80% das coisas do que era, de facto, necessário.
Tal como sabes que não gosto de mudanças repentinas de planos e fazes um enorme esforço para não me enfureceres, mesmo que aches que é uma parvoíce.
E fazes as mais absurdas cenas de ciúmes pelos assuntos mais idiotas, mas depois és o mais fabuloso dos homens e me permites ser quem sou, porque acreditas que o meu amor também consegue ver também mais longe.
Partilhamo-nos, descobrimo-nos, conhecemo-nos, ultrapassamos barreiras, esperamos que as tempestades passem, queremos sempre mais e melhor. Temos muitos pequenos pormenores que são só nossos. Não é fácil e ninguém diz que é para sempre. Mas é nosso, só nosso, a nossa forma de estar, de ser família. E eu não queria de outra maneira.
Diz-me, agora, será esta a declaração de amor que querias?
terça-feira, setembro 30, 2008
CiberNONSENSE 2
Escrevi na barra de pesquisa Novas Oportunidades.
Carreguei em pesquisar.
Segundos antes da ligação cair, abriu-se uma janela cinzenta com a seguinte mensagem:
Não foi possível iniciar uma conversa com João. Por favor, tente novamente.
E não, não tinha o Messenger ligado...
...
Da minha parte...
Agradeço-te o desconfortável. Os motivos pelos quais crescemos. O descobrir o quanto me lembravas de mim mesma e o ter, forçosamente, de sair da minha zona de conforto para chegar a ti. As descobertas que fizemos, de ti e de mim. Porque aquilo que se diz ao outro é, tantas e tantas vezes, aquilo que precisamos de ouvir.
Às palavras, que vias como estranhas e agora são a tua fonte de alimento. A forma como transbordas os teus copos e as tuas emoções. Estás coberta de razão, ninguém que não tu te atira para os poços ou te tira deles (mesmo que sejam algarvias!!!!).
E quanto aos espirros e a tudo o que te incomoda e tens de pôr para fora... lembra-te que estejas onde estiveres, existirá sempre um local mais luminoso para onde podes olhar... e te dirigir!!!!
Obrigada pelas palavras!
segunda-feira, setembro 29, 2008
sábado, setembro 27, 2008
(Ouvi) Entre homens....
sexta-feira, setembro 26, 2008
Puzzle Bubble
Fiquei viciada.Não podia ver uma máquina com as bolinhas a rebentar, sem me obrigar a meter-lhe uma moeda de 50$00 e jogar, até perder, nos primeiros tempos no nível 8, depois conseguia ir até ao 16 e assim por diante.
Era a máquina onde ele se perdia, também... o único jogo de máquinas que jogava. Sinal divino, aquele, o homem dos meus sonhos também jogava puzzle bubble! Aos 19 anos, era sinal de que seríamos, por certo, feitos um para o outro.
Era prática comum, eu ficar a vê-lo jogar, extasiada com o jogo e a companhia. Achava que ele jogava melhor do que eu, porque chegava a níveis mais avançados, mas ele continuava a colocar moedas, para continuar o jogo e eu jogava sempre com uma única.
"Porque não colocas mais?"
"Porque quero fazer um jogo com uma única moeda. Quero acabar o jogo honestamente."
Ria-se de mim.
Quando era eu a jogar, ficava atrás, picando-me, dizendo piadinhas, provocando até eu perder.
Mais tarde, começámos a jogar juntos, um nível cada um, e eu deixava-o ficar com os mais difíceis, porque ele achava que era melhor do que eu. E eu não me importava que assim fosse.
Um dia percebi que ele se alimentava do meu amor, da admiração profunda, da forma como eu o olhava. E que era apenas isso. Talvez não fosse culpa de ninguém. Mas o homem dos meus sonhos não estava destinado a ser meu. A nossa paixão por puzzle bubble não era um sinal escrito nas estrelas.
Entrei sozinha na Bijou - o salão de jogos onde íamos quase todos os dias. Nas minhas mãos, apenas uma moeda de 50$00. Tranquilamente, coloquei a moeda na máquina das "bolinhas".
Acabei o jogo nesse dia.
Saí de lá sozinha, o coração quebrado, sem ter ninguém que assistisse á minha vitória. Mas o sorriso nos lábios persistia. Eu sabia que era uma vencedora.
Não voltei a jogar nunca mais.
quinta-feira, setembro 25, 2008
Entre géneros
Conto-lhe.
Silêncio do outro lado.
E diz, num jorro de palavras semi-divertidas a inclinar-se para o ciume, que sou ingénua, que as amigas se apoiam sempre umas às outras, que não entendo, que o F. não se atiraria directamente a uma mulher casada, que se eu assumisse a componente sexual que existe sempre entre um homem e uma mulher não seria tão presa fácil.
"Disseste que não me ias chatear."
"Disse que não me ia chatear, não disse que não te chateava a ti."
Rio-me.
Acabo com um "está bem, querido". e desligo.
Cruzo as mãos no queixo, meio amuada por ele não acreditar que um homem pode estar interessado nas minhas faculdades mentais, mais do que físicas. Sei que não é assim, é só ciuminho...
Pergunto-me se ele não sabe mesmo que eu não tenho o hábito de fazer aquilo que não quero. Que não era ingénua aos 16, e muito menos aos 33.
Então lembro-me que ele ainda pensa que me conquistou... e que eu não estava nada à espera. Isso talvez explique algumas coisas...
quarta-feira, setembro 24, 2008
Alma minha...
Melhor sair daqui e levá-la para casa. Precisa de mimo!
terça-feira, setembro 23, 2008
Os burros e as paredes

segunda-feira, setembro 22, 2008
Amor (aos 4 anos) ainda...
Ela - Mas... mas... ele quer casar comigo.
Eu - Mas tu não queres casar com ele, não é?
Ela (com um ar muito assustado) - E se ele casa na mesma?
...
E tive de lhe explicar que, neste país (ainda) não precisamos de casar só porque eles querem.
Começar a semana...
E o mercúrio ainda não está retrógado... boa! :(
quinta-feira, setembro 18, 2008
Porque é que...
Amor (aos 4 anos)
Ela - Mãe, o Afonso quer casar comigo!Eu - Não conheço o Afonso.
Ela - Vem cá, eu mostro-te!
E leva-me até ao local onde o rapaz, cujos olhos a seguem, está sentado.
Ela - Mas eu já lhe disse - e, virando-se para ele - EU GOSTO DO RAFAEL!!!!!
Saímos da sala.
Eu - E o Rafael já sabe que é teu namorado?
Ela - Não sei, ainda não lhe disse...
terça-feira, setembro 16, 2008
Este blog...
E a propósito de Depilação Total....
Já?????
Lembro-me de que fiquei muito zangada com a sua falta de maneiras, porque quando o visitava no hospital, nos seus primeiros dias de vida, dormia o tempo todo e nem uma única vez se deu ao trabalho de acordar para me dizer olá.
O meu maninho passava muito tempo comigo, pois os meus pais trabalhavam por turnos, e recordo que usava a mesma palavra para chamar Mãe ou Mana.
Com quase nove anos de diferença, irritava-me com as suas atitudes infantis, e chamava-lhe estúpido, pelo que ele choramingava, com os seus dois anos, enquanto balbuciava:
- PT não é "puta"!
O meu maninho faz 25 anos!!!!!
Sinal de não que não damos notícias há muito tempo...
- O número que marcou já não está atribuído!
...
Princesa II
Sorriram uma para a outra, não evitando um abraço, símbolo de uma enorme caminhada que tinham feito. "É sempre uma dança", pensou a coruja. "Ambas saímos modificadas."
Conversaram um pouco, como era habitual. A Princesa era quem mais falava, até porque os meses fora tinham sido muitos e havia uma história para contar. A coruja limitava-se a acertar pequenos detalhas, comentar uma ou outra frase, colocar as questões que, sabia, colocariam a Princesa a pensar, e a fazer aquilo que, descobrira há já algum tempo, mais gostava de fazer. Escrever sobre os seus sentimentos!!!!
Era quase mágico, ter ali alguém cuja história e caminhada também estavam retratadas em mil palavras, muitos textos, algumas imagens... e agora ela estava prestes a publicar o seu primeiro livro.
- Bem... - disse a coruja, no final, sorrindo. - Eu quero um convite personalizado para a festa de lançamento desse livro!!!!
- Na verdade, eu queria pedir-te uma coisa. - a Princesa parecia tímida. - Gostava que fizesses a apresentação do livro.
E a coruja engoliu em seco, tentando controlar a emoção. Fá-lo-ia com um sorriso nos lábios. Seria uma oportunidade de dizer ao mundo o quanto a Princesa se começava a parecer com uma Rainha.
segunda-feira, setembro 15, 2008
sexta-feira, setembro 12, 2008
Esperas...
- Hmmm, já reparaste como isso ao sábado é certinho????? - o tom meio divertido do outro lado. Por alguma razão era a sua melhor amiga.
- Que queres dizer? - fazia jogo, e as duas sabiam.
- Eu sei que preferes tomar banho à noite, mas desde há uns meses para cá, não te vejo falhar um sábado.
Riu-se.
- É verdade! Precisamente desde Abril. É quase uma anedota. Doa a quem doer, ao sábado à noite eu tenho de estar limpa, hidratada, cheirosa, depilada e com as unhas dos pés pintadas.
As gargalhadas das duas irromperam pelo telemóvel.
- Isso é quase uma anedota!
Desligou e preparou-se cuidadosamente. Era hilariante, qualquer pessoa que a visse só podia rir. E, no entanto, aquele homem tinha o hábito de a apanhar no seu pior. Recordou o cabelo despenteado, na primeira noite em que ele aparecera... porque a Polícia estava numa operação de trânsito!!!!! Depois disso outras tinham surgido...
"Estás a ficar completamente idiota", pensou, enquanto se secava freneticamente, a toalha passando pelo corpo. "Não era suposto ser assim, depois de 10 anos de casamento e um divórcio. Esperava que fosses tu a ditar as regras, agora."
Voltou a olhar para o telemóvel. Nada. Pois, ele costumava ligar depois da meia-noite. Quando ligava.
"És mesmo idiota. Se fosses inteligente, desligavas o telemóvel agora e saías para curtir o facto de seres jovem, bonita, livre e disponível."
No entanto, acabou de passar o pincel na unha do dedo pequenino e suspirou. Ia ler até altas horas, naquela noite.
E viva a literacia digital!!!!!!!
Façam o questionário em: www.digitalliteracysurvey.com introduzindo o nome de utilizador user_pt e a palavra passe pass_pt.
É relativamente fácil e giro.
quinta-feira, setembro 11, 2008
sexta-feira, setembro 05, 2008
A formatação do Élio
Mas o técnico de informática passou por aqui, assim para passear.
Resultado:
- o pc do erro fatal... continuou mortinho da silva.
- o que se desligava a cada três janelas tem neste momento, 9 maravilhosas janelas abertas e continua vivo!!!! :) os documentos de word é que abrem em wordpad, mas tenho a certeza que, um dia, também se resolverá. Os boatos dizem que possuía cerca de 42 000 vírus. Ah! E o cão mantém-se no ambiente de trabalho.
- o Élio já não existe. Está mais rápido, tem um aspecto de computador... mas a magia de "Desactivar Élio" todos os dias desapareceu. Já não tem nome. Perdeu a magia natural... o charme.
Resta dizer que o desgraçado do albino continua presente sempre que inserimos palavras-passe. Um mistério.
Enfim, vivendo e aprendendo.... às vezes não sei muito bem o quê. Mas divirto-me na mesma.
... vou ter saudades do Élio.
quinta-feira, setembro 04, 2008
sexta-feira, agosto 29, 2008
Frases que eu jurei que nunca iria ouvir sobre mim...
Pai - Não está aqui, filha, está lá dentro.
Filha - Onde?
Pai - Hmmm, deve estar na cozinha.
...
quarta-feira, agosto 27, 2008
Ciber- nonsense
Isto não significa que não me continue a embasbacar com a estranheza das situações. Vejamos.
Existem três PC's na sala onde trabalho. Um deles, tinha 4 gigas de memória. Sim, 4 gigas. O mesmo que uma boa pen. Tentei instalar-se o Acrobat Reader, para poder ler formatos pdf e... não havia memória suficiente. Há três dias atrás, a mesma máquina fez ler, a quem estivesse presente, que tinha um erro fatal e... morreu.
O segundo PC, aquele em que tenho trabalhado mais tempo, porque apesar de ser o mais lento (dos dois que ainda vivem), não vai abaixo quando se abre mais de três janelas, não tem memória para fazer a actualização do anti-vírus, o que torna o trabalho deveras excitante. Nunca se sabe o que pode acontecer com aquilo que estamos a fazer. Não obstante isso, o computador chama-se Élio. Juro. Não sei porquê, mas não deixo de sorrir quando, ao final do dia, clico onde diz "Desactivar Élio". É também um momento zen, no meu dia.
O terceiro computador, é o que se desliga quando abrimos mais de três janelas. O que consegue mandar todas as janelas de net ao ar, mas mantém o messenger ligado (pc inteligente!!!!). Consegue ser o mais rápido, mas como se está sempre a desligar é uma correria para acabar os trabalhos antes que eles se apaguem por completo. Para além disso tem um ambiente de trabalho com um cão que não se encontra na sua melhor forma. Todos os dias mudo o ambiente de trabalho, mas adivinhem quem está lá na manhã seguinte?
Por fim, todos eles têm uma coisa em comum. Quando precisamos de abrir a caixa de correio da empresa e colocamos as nossas iniciais e palavra-passe, ele abre uma janela onde se lê "albino a entrar". :)
Há muito tempo que não perdia tanto tempo a tentar trabalhar. E que não me divertia tanto com isso!!!
Enfim, dizem que os portáteis estão a chegar... o que virá por aí?
quarta-feira, agosto 13, 2008
Nem mais!
Há pessoas que choram por saberem que as rosas têm espinhos;
outras há que sorriem por saberem que os espinhos têm rosas.
sexta-feira, agosto 08, 2008
Deitar fora a alma
Sem dúvida, intrigante, a forma como cobraste telefonemas, palavras e apoio que nunca deste... ou talvez até tenhas dado, mas sempre com medo de ser "demasiado íntimo".
Leio-te, ouço-te, e sorrio como quem escuta uma criança amuada por um brinquedo que partiu. Não levo a sério, sabes?
Só a perdeste a ela, a mulher que te amava. O resto, ou terás para sempre, ou nunca tiveste. O meu carinho está aqui, porque eu amei a tua alma quando a conheci e, ainda que a tivesses deitado fora, continuo a amá-la, como se a visse brilhar nos teus olhos, como se pudesse retornar, assim, de um instante para o outro. Quanto aos que gostavam de ti, se queres a verdade, nunca conheci ninguém, para além do D. Nunca ouvi ninguém falar bem de ti, sentir a tua mão no ombro, o teu carinho, um sorriso aberto, um desejo positivo. Nada. Não se tem aquilo que não se dá. E não se dá aquilo que não se tem.
Não me é importante se és bom ou mau, se tens histórias que fazem chorar as pedras da calçada, se não te podes fragilizar ou amar de todo o coração. Não me interessam as tuas dúvidas, os teus insultos, as tuas cobranças. Nem as tuas histórias de drogas, de roubos, de traições.
Quando me lembro de ti, recordo que os teus olhos brilhavam sob o sol poente, que escrevias poemas arrebatadores, que contavas estrelas cadentes, enquanto o teu reflexo batia no mar sob o feitiço de uma lua cheia.
É a tua alma que eu recordo e amo com ternura, como uma alma irmã. Ás vezes penso que deitaste a alma fora. Depois rezo para que assim não seja e regresses um dia para junto de nós.
Até sempre.
quinta-feira, agosto 07, 2008
Outra vez?????
Apesar de o Mago estar sempre associado a alguém com poderes extraordinários, esse arquétipo se manifesta em nossa vida de forma simples e corriqueira. Nossos poderes mágicos sempre aparecem quando usamos o poder pessoal para transformar – para melhor – a realidade.
Estamos usando o dom da magia quando contribuímos para o bem-estar das pessoas. O Mago também está ativo quando conseguimos curar a nós mesmos ou aos outros até por meio de palavras de conforto.
Quando esse arquétipo está atuante em nós, começamos a experimentar eventos sincrônicos, como coincidências significativas. Podemos despertar esse Mago interior ao nos conectar a outros planos de consciência – por meio dos sonhos, da meditação ou da oração – ou quando fazemos alguma descoberta relevante sobre nós mesmos ou a respeito da vida.
SE O MAGO ESTIVER ATUANTE: use a inspiração para agir concretamente com base em suas visões e tornálas reais. Desenvolva a capacidade de transformar a realidade modificando as realidades mentais, emocionais e espirituais. Para isso, a meditação e a oração são duas das formas de se conectar ao mundo interior e ao plano divino. Use com consciência o conhecimento de que cada coisa está ligada a todas as outras.
quarta-feira, agosto 06, 2008
João
Pesa 900g e assim que nasceu, chorou com toda a força, mostrando que os seus pequenos pulmões estavam em ordem, e fez um belíssimo xixi para cima da enfermeira que lhe pegou!!!!
Como leão que é, acredito que vai lutar com todas as forças para se manter firme e forte... mas agradeço todos os bons desejos, orações e esperanças que tiverem para este pequeno ser.
Muito obrigada!
segunda-feira, agosto 04, 2008
Autenticidade
Fragilidade se estamos frágeis.
Força, se nos sentimos capazes de tudo.
Liberdade para viver comigo, sem aprisionar ninguém.
Imaginação, para sentir que a história da qual sou personagem se floreia de viagens felizes...
... é bom acordar assim, a respirar!
quinta-feira, julho 31, 2008
Materializações...
... queria dar formação, queria fazer acompanhamento individual, queria ler e escrever e ser paga por isso. Ah, e queria trabalhar com uma equipa unida, porreira e divertida. E ter flexibilidade de horário, para poder continuar os meus outros projectos.
E não é que a coisa vem até mim? E é absolutamente real????? Uau, estou verdadeiramente maravilhada. E muito grata.
:) E a tentar reorganizar-me no meio de tudo isto!!!!
quarta-feira, junho 11, 2008
Feliz Aniversário

Intolerância...
Ainda assim, nem sempre se pode ir ao fundo de qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Por isso, infelizmente, "comemos" muitas vezes com as atitudes mais estranhas, vindas de pessoas que não se dão ao trabalho de se descentrar do seu mundo interior, por momentos. Pior do que isso é a incapacidade de se descentrarem de um mundo interior cujo conteúdo também não é muito claro para elas, pois coisas como "responsabilização" ou "Por-me em causa" dá muito trabalho.
Ok, tendo dito isto, cada vez tenho menos paciência para "rebeldes sem causa". Há comportamentos que fazem sentido aos 15 anos, não aos 27.
Não és tu que és estranho, cada pessoa é diferente e todos nós, em vários momentos, pensamos isso.
Toda a gente tem um pouco de medo de intimidade ou de ser magoado, mas nem todos temos de usar isso como uma coroa na cabeça, símbolo de uma honrosa infelicidade.
"Não voltarei a ser fiel" é apenas um título de uma música de uma banda portuguesa, e não uma bandeira que nos dê algum tipo de estatuto.
As nossas experiências de infância não são desculpa para os nossos comportamentos enquanto adultos. Caso seja difícil crescer, existem opções. Terapia, medicação ou retiros espirituais podem fazer diferença.
As pessoas não são todas nossas potenciais inimigas. O máximo que podemos considerar, é que tenham paranoias iguais às nossas.
Sinceridade e frontalidade bruta são coisas completamente diferentes. Se te recusas a aprender a diferença, não te queixes por seres pago na mesma moeda.
As pessoas, sempre que podem, fazem o melhor que sabem. Até mesmo tu.
quarta-feira, junho 04, 2008
domingo, junho 01, 2008
Perdidos e Achados
Quando saiu de casa, dava indícios de ténues perturbações, não diagnosticadas ainda, pelo que se desconfia de personalidade borderline, ou mulitipla.
Bastante instável desde criança, procurava sempre zonas próximas do mar, ou locais serenos o suficiente para escrever.
Geralmente bem disposta, capacidade de argumentação rápida, mas auto-confiança frágil.
Se houver quem a tenha visto, é favor informar este blog.
Obrigada
quarta-feira, abril 23, 2008
A carta do tarot
You are The Magician
Skill, wisdom, adaptation. Craft, cunning, depending on dignity.
Eleoquent and charismatic both verbally and in writing,
you are clever, witty, inventive and persuasive.
The Magician is the male power of creation, creation by willpower and desire. In that ancient sense, it is the ability to make things so just by speaking them aloud. Reflecting this is the fact that the Magician is represented by Mercury. He represents the gift of tongues, a smooth talker, a salesman. Also clever with the slight of hand and a medicine man - either a real doctor or someone trying to sell you snake oil.
What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Destinatário: Princesa
Querida Princesa,sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Escrever
Há uma sensação inexplicável quando a mão e a caneta descobrem que existe uma relação especial entre elas, e começam a funcionar como um todo. É nestes instantes que, para quem ama as palavras, como eu, tudo vale a pena.Não acontece sempre, para dizer a verdade, a mim pouco me acontece. São raros os momentos em que olho para a escrita na qual me envolvi e sinto alegria.
Há dias, porém, em que a magia acontece e a sensação não é diferente daqueles instantes em que, apaixonados, nos preparamos para encontrar o objecto de desejo.
Acordei espontaneamente às 7 da manhã e dos meus dedos sairam 16 páginas de palavras. Palavras a sério, todas com um sentido, uma emoção e muita coerência. Sinto-me bem.





