"Sabes quem perguntou por ti?"
"Não."
"NINGUÉM!!!!!"
Era assim que gostavas de começar as nossas conversas. Eu não conseguia deixar de me rir, por mais vezes que o fizesses!!!!
Nem me lembro bem como começou esta amizade. Num sábado, estava completamente embriagada, a meter-me com o grupo onde estavas inserido. Na segunda, acordámos ambos no Barreiro, para descobrir que tínhamos vindo no mesmo Intercidades, quase ao lado um do outro. Depois disso, foi simples. Era fácil ligar-te assim que chegava aí abaixo. Simples, limpo.
Pegava no telefone e...
- P., vem-me buscar!!!!!!
E tu vinhas, estavas sempre disponível para um café, para uma piada, para os meus silêncios, quando a alma me doía.
- Está tudo bem, miga? - era a pergunta que me fazias.
- Ai, a minha vida.... - suspirava eu. E...
- Tam, tam, tam!!!! - acabavas tu, a rir.
Foram dois ou três anos de uma amizade intensa. Não era uma amizade profunda, porque eu nunca te contei as minhas angústias, nem tu me contaste as tuas, embora provavelmente ambos desconfiássemos delas e pura e simplesmente respeitássemos o silêncio do outro. De qualquer maneira, e apesar de eu não ir aí as vezes que te prometi (e tu fazes questão de me jogar á cara sempre que podes!!!!!), queria deixar isto bem claro.
- Nunca conheci mais ninguém que capotasse o carro no Ludo (não sei se foste tu ou o G., mas não interessa, estavas lá!), e depois de sair do carro, regressasse para desligar o rádio!
- Nunca conheci mais ninguém que capotasse numa ponte, a direito, e destruísse o carro todo, saindo ileso!
- Nunca conheci ninguém que quase atropelasse uma velhota no exame de condução!
- Nunca conheci mais ninguém que, quando eu berrava "Pára", depois de mil e uma bocas que me mandavas, parava o carro a fundo, no meio da estrada, com os outros carros a apitar!
- Nunca conheci mais ninguém (além do ti e do G.) que se tenha lembrado de saber para quantos Kms davam 500$00 de gasolina e levasse os outros 500$00 dentro de um garrafão, na caixa do carro...
- Nunca conheci mais ninguém que me fosse buscar e levar a casa, completamente fora do teu destino, pura e simplesmente para ter a minha companhia, ao longo de anos, de 15 em 15 dias!
Gosto muito de te ter conhecido. Gosto de te ter como amigo! Bem hajas!
E muitos parabéns!!!!
segunda-feira, dezembro 15, 2008
domingo, dezembro 14, 2008
São Pedro e Pai Natal
Eu sei que cada um de vocês tem tarefas importantíssimas para cumprir e que são ambos extremamente competentes. Mas, por favor, reúnam-se e conversem sobre isto:
São Pedro, dá-me uns dias de sol durante a semana...
ou então,
Pai Natal, oferece-me uma máquina de secar roupa!!!!
sábado, dezembro 13, 2008
Amazing Grace
Porque há coisas que não se devem esquecer. Obrigada pela partilha, Vera! A minha amizade. Bem hajas!
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Ouvido por aí...
Conversa entre dois adolescentes, ao meu lado no comboio.
Ela - Então, não foste aos ensaios?
Ele - Não, a escola estava fechada. O professor suicidou-se.
Ela - Que horror! A sério? Estás bem?
Ele - Eu estou... ele é que não está!
Ela - Então, não foste aos ensaios?
Ele - Não, a escola estava fechada. O professor suicidou-se.
Ela - Que horror! A sério? Estás bem?
Ele - Eu estou... ele é que não está!
Uma dica
Sou complicada, eu sei. Talvez não fale a tua linguagem, não entenda os teus passos, nem os teus gestos. Talvez peça demasiado, não consiga sentir os tempos das coisas, não lide bem com o amor passivo.
Sei que me amas. Não é uma questão. Talvez devesse ser suficiente, e eu queira sempre demasiado. Para mim, o amor é uma força activa, onde dar é receber, onde se cresce no movimento. Intenso demais, eu sei.
Dou-te uma dica. Quando eu falar demasiado, quando esbracejar, quando começares a sentir que não entendes nada do que eu digo, não deixes avançar. Abraça-me. Pura e simplesmente abraça-me. Vais ver que melhora!
Sei que me amas. Não é uma questão. Talvez devesse ser suficiente, e eu queira sempre demasiado. Para mim, o amor é uma força activa, onde dar é receber, onde se cresce no movimento. Intenso demais, eu sei.
Dou-te uma dica. Quando eu falar demasiado, quando esbracejar, quando começares a sentir que não entendes nada do que eu digo, não deixes avançar. Abraça-me. Pura e simplesmente abraça-me. Vais ver que melhora!
Eu não espreito...
... mas duas pessoas muitíssimo queridas deixaram-me duas lindas prendas para colocar debaixo da árvore de Natal (sim, porque eu levo a hora do Pai Natal muito a sério!).
Não tenho o hábito de espreitar, nem o vou fazer, mas uma tem um embrulho rectangular e maleável e um autocolante a dizer BERTRAND... a outra está dentro de um lindo saco branco e tem um autocolante a dizer FIRSTFLUSH, ESPÍRITO DO CHÁ!!!!!!
Livros e chás deliciosos para o Inverno????????Que aborrecimento...
IUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUPIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!
:)
Não tenho o hábito de espreitar, nem o vou fazer, mas uma tem um embrulho rectangular e maleável e um autocolante a dizer BERTRAND... a outra está dentro de um lindo saco branco e tem um autocolante a dizer FIRSTFLUSH, ESPÍRITO DO CHÁ!!!!!!
Livros e chás deliciosos para o Inverno????????Que aborrecimento...
IUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUPIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!
:)
Alguém pode explicar-me...
... porque é que chego às 8h37 à Estação para apanhar o comboio das 8h40, para o Rossio, e a voz da senhora simpática e sem alterações silábicas, anuncia que vai passar o comboio das 8h23 (?????), para Alverca, seguido do comboio das 8h30(?????) para o Rossio... e ao apanhar este último, na linha onde supostamente ele passa, vou parar a Sete Rios, juntamente com o comboio que saiu primeiro???????
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Pensamento positivo
Uma das minhas colegas de trabalho consegue levar a ideia de pensamento positivo ao cúmulo, quando sai à rua num dia como hoje e comenta, agarrando-se ao casaco:
- Está um calor tropical estranho!!!!!!
- Está um calor tropical estranho!!!!!!
Qual é a parte que não perceberam?
"Alguma dúvida até aqui?"
"Não."
"Ok, penso que é tudo por hoje. Voltamos a encontrar-nos para a semana para eu lhe dar um feedback desta nossa conversa e o orientar devidamente. Está bem?"
Esta é a parte da entrevista em que vocês se vão embora. Não é a parte em que ficam sentados a olhar para mim e se lembram de um episódio engraçado da adolescência, ou do último livro que leram. Esta não é a parte em que querem saber mais coisas... a pergunta alguma dúvida ERA a entrada a essa parte!!!! Há um segundo momento na próxima semana. Está marcado. Prometo que trago mais informação. Hoje... acabou!!!!
"Ok, penso que é tudo por hoje. Voltamos a encontrar-nos para a semana para eu lhe dar um feedback desta nossa conversa e o orientar devidamente. Está bem?"
Esta é a parte da entrevista em que vocês se vão embora. Não é a parte em que ficam sentados a olhar para mim e se lembram de um episódio engraçado da adolescência, ou do último livro que leram. Esta não é a parte em que querem saber mais coisas... a pergunta alguma dúvida ERA a entrada a essa parte!!!! Há um segundo momento na próxima semana. Está marcado. Prometo que trago mais informação. Hoje... acabou!!!!
Terapia do baloiço
Foi no baloiço da Ana que descobri intuitivamente aquilo que mais tarde vim a estudar.
A casa da avó da Ana era em madeira, pequenina. Tinha uma particularidade. Um pátio com um baloiço daqueles antigos, que parecem uns sofás em ferro trabalhado, todos brancos e cheios de almofadas fofinhas.
Por vezes íamos para lá para jogar às cartas. Mas o motivo principal era aquele bocadinho em que nos sentávamos, duas ou três no baloiço, e conversávamos envolvidas por aquele ritmo harmonioso.
O balançar, muitas vezes devido a memórias emocionais muito antigas, dá-nos um sentimento de conforto, de aconchego. Serviu-me como terapia, muitas vezes, na adolescência mais tardia, em que me sentava lá, desta vez sozinha, vendo-as jogar às cartas ou fazer qualquer outra coisa. Nessas alturas, preferia fechar-me no meu mundo e utilizar o balançar para me abandonar ao esquecimento.
Sempre que vejo a Ana, ou passo na casa da avó dela, é disso que me recordo. Do balouço e das horas de conforto que me trouxe.
PS. Andar de baloiço mais vezes!!!!
A casa da avó da Ana era em madeira, pequenina. Tinha uma particularidade. Um pátio com um baloiço daqueles antigos, que parecem uns sofás em ferro trabalhado, todos brancos e cheios de almofadas fofinhas.
Por vezes íamos para lá para jogar às cartas. Mas o motivo principal era aquele bocadinho em que nos sentávamos, duas ou três no baloiço, e conversávamos envolvidas por aquele ritmo harmonioso.
O balançar, muitas vezes devido a memórias emocionais muito antigas, dá-nos um sentimento de conforto, de aconchego. Serviu-me como terapia, muitas vezes, na adolescência mais tardia, em que me sentava lá, desta vez sozinha, vendo-as jogar às cartas ou fazer qualquer outra coisa. Nessas alturas, preferia fechar-me no meu mundo e utilizar o balançar para me abandonar ao esquecimento.
Sempre que vejo a Ana, ou passo na casa da avó dela, é disso que me recordo. Do balouço e das horas de conforto que me trouxe.
PS. Andar de baloiço mais vezes!!!!
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Direitos Humanos

Mais um ano e o Sam não nos falha!
Desta vez não tenho muitas palavras minhas, de facto, palavras estão escritas há 60 anos. Precisamos é de agir mais!
Deixo a música e letra da minha música favorita dos Black Eyed Peas.
Desta vez não tenho muitas palavras minhas, de facto, palavras estão escritas há 60 anos. Precisamos é de agir mais!
Deixo a música e letra da minha música favorita dos Black Eyed Peas.
terça-feira, dezembro 09, 2008
Porque é que isto não me surpreende????
You Are Psyche! |
Eternally in search of purpose and insight. You're curious and creative with a total sense of wonder. Totally empathetic, you pick up on other's moods easily. Just be sure to pamper yourself as well! |
sábado, dezembro 06, 2008
Se tu viesses ver-me
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus barcos...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus barcos...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca
sexta-feira, dezembro 05, 2008
E comprova-se!!! :) (gosto MESMO destes testes!!!! LOL)
Resultado: 15 pontos
Você é de fato um gênio. Sua inteligência está muito acima da maioria das pessoas deste planeta. Pode considerar-se uma pessoa privilegiada. Seu potencial de raciocínio está quase que totalmente desenvolvido.
Teste a Sua Inteligência
Oferecimento: InterNey.Net
Você é de fato um gênio. Sua inteligência está muito acima da maioria das pessoas deste planeta. Pode considerar-se uma pessoa privilegiada. Seu potencial de raciocínio está quase que totalmente desenvolvido.
Teste a Sua Inteligência
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Gosto destes testes!!!!! :)
Resultado: 46 pontos
Os outros te vêem como alguém alegre, animado, charmoso, divertido, prático e interessante, alguém que está constantemente no centro de atenções, mas suficientemente bem equilibrado para não deixar isso subir a cabeça. Eles também te vêem como amável, compreensível, alguém que sempre os anima e os ajuda.
Teste de Personalidade
Oferecimento: InterNey.Net
Os outros te vêem como alguém alegre, animado, charmoso, divertido, prático e interessante, alguém que está constantemente no centro de atenções, mas suficientemente bem equilibrado para não deixar isso subir a cabeça. Eles também te vêem como amável, compreensível, alguém que sempre os anima e os ajuda.
Teste de Personalidade
Oferecimento: InterNey.Net
Cafés...
... pastelarias e afins; empregados de balcão, donos de cafés e outros que tal...:
Por favor, ouçam:
Porém, eu respeito todos aqueles que gostam dele. Respeitem-me a mim também e não me façam pedir 3 vezes "sem manteiga!!!!" e mandar para trás o lanche, porque o empregado se distraiu.
Por favor, ouçam:
Croissant com queijo E manteiga é nojento!!!!!!
Porém, eu respeito todos aqueles que gostam dele. Respeitem-me a mim também e não me façam pedir 3 vezes "sem manteiga!!!!" e mandar para trás o lanche, porque o empregado se distraiu.
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Família
Com o Natal, para além de todas as queixas respeitantes ao consumismo, e afins (desculpem lá, mas EU gosto do Natal!), vem a ideia romântica de unir a família, de um jantar divertido, de conversar com aqueles primos que não se vemos há algum tempo.
Eu sou uma desterrada. É verdade, hoje penso que já não pertenço bem a lado nenhum. Ou, pela positiva, sou uma cidadã do mundo. O que quero dizer é que a minha família alargada (à excepção dos meus pais) se encontra a 300Kms de distância. Por isso, sim, no meu caso, é altura de falar com tios e primos que não vejo há meses. E isso é bom!
Mas não é do Natal que queria falar. Queria falar de família, e do conceito de família.
A minha mãe é uma entre 13 irmãos. Juntamente com as duas irmãs mais velhas, foi criada por uma tia, que não tinha filhos. Naquela altura distribuíam-se os filhos pela família... :)
O meu tio mais novo nasceu quando eu tinha 4 anos, por isso, nunca lhe chamei tio.
Enquanto vivi por perto, as minhas referências na infância sempre foram na casa daquela tia que criou a minha mãe e que vejo mais como uma avó, e com as minhas duas tias e os filhos destas, os meus primos.
Ir a casa da minha avó biológica era uma aventura, porque havia tantos tios e tias - alguns com a minha idade - e tantas outras pessoas, que nunca foi simples perceber as ligações entre eles. Sim, porque para além de tudo isto a minha avó também é uma entre nem sei bem quantos irmãos.
O grande problema é que, entretanto, mudei de casa e vim viver para Lisboa. Quando ia de férias, o meu local era a casa da praia da minha avó paterna e pouco mais. E fomos todos crescendo.
Hoje, esses 12 irmãos da minha mãe têm filhos. Alguns desses filhos, têm filhos. E eu juro que não sei o nome de quase nenhum.
No outro dia, fui almoçar a Olhão, com uma amiga, o meu marido e a minha filha. Acabámos num parque infantil, onde ela rapidamente fez amizade com algumas crianças. Qual o meu espanto quando surgem 3 tios meus, que me conheceram e me dizem que as crianças com quem a minha filha brinca, são os primos dela????
Foi divertido, conversámos, tirámos fotos, os miúdos ficaram excitadíssimos. Senti uma coisa que nunca tinha sentido antes... falta de raízes.
Sempre me habituei a considerar família os meus pais, os meus avós e primos paternos, a minha tia-avó, as tias que cresceram com a minha mãe e os seus filhos. Mais tarde, a família próxima do meu marido. E os meus amigos íntimos.
Naquele dia apercebi-me que existe uma família gigantesca que eu mal conheço, histórias que não vivi. Não é importante no dia a dia. Naquela tarde, porém, houve uma sensação estranha.
O que é, afinal, a família? O "sangue chama ao sangue"? Ou é tudo construído? Fiquei na dúvida...
Eu sou uma desterrada. É verdade, hoje penso que já não pertenço bem a lado nenhum. Ou, pela positiva, sou uma cidadã do mundo. O que quero dizer é que a minha família alargada (à excepção dos meus pais) se encontra a 300Kms de distância. Por isso, sim, no meu caso, é altura de falar com tios e primos que não vejo há meses. E isso é bom!
Mas não é do Natal que queria falar. Queria falar de família, e do conceito de família.
A minha mãe é uma entre 13 irmãos. Juntamente com as duas irmãs mais velhas, foi criada por uma tia, que não tinha filhos. Naquela altura distribuíam-se os filhos pela família... :)
O meu tio mais novo nasceu quando eu tinha 4 anos, por isso, nunca lhe chamei tio.
Enquanto vivi por perto, as minhas referências na infância sempre foram na casa daquela tia que criou a minha mãe e que vejo mais como uma avó, e com as minhas duas tias e os filhos destas, os meus primos.
Ir a casa da minha avó biológica era uma aventura, porque havia tantos tios e tias - alguns com a minha idade - e tantas outras pessoas, que nunca foi simples perceber as ligações entre eles. Sim, porque para além de tudo isto a minha avó também é uma entre nem sei bem quantos irmãos.
O grande problema é que, entretanto, mudei de casa e vim viver para Lisboa. Quando ia de férias, o meu local era a casa da praia da minha avó paterna e pouco mais. E fomos todos crescendo.
Hoje, esses 12 irmãos da minha mãe têm filhos. Alguns desses filhos, têm filhos. E eu juro que não sei o nome de quase nenhum.
No outro dia, fui almoçar a Olhão, com uma amiga, o meu marido e a minha filha. Acabámos num parque infantil, onde ela rapidamente fez amizade com algumas crianças. Qual o meu espanto quando surgem 3 tios meus, que me conheceram e me dizem que as crianças com quem a minha filha brinca, são os primos dela????
Foi divertido, conversámos, tirámos fotos, os miúdos ficaram excitadíssimos. Senti uma coisa que nunca tinha sentido antes... falta de raízes.
Sempre me habituei a considerar família os meus pais, os meus avós e primos paternos, a minha tia-avó, as tias que cresceram com a minha mãe e os seus filhos. Mais tarde, a família próxima do meu marido. E os meus amigos íntimos.
Naquele dia apercebi-me que existe uma família gigantesca que eu mal conheço, histórias que não vivi. Não é importante no dia a dia. Naquela tarde, porém, houve uma sensação estranha.
O que é, afinal, a família? O "sangue chama ao sangue"? Ou é tudo construído? Fiquei na dúvida...
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Cruzamentos
Adoro o que faço. Mas não sou o que faço.
Considero-me muito mais do que isso, o trabalho é uma parte de minha vida, à qual não quero dar demasiado ênfase, até porque tenho outros trabalhos, e ainda outros propósitos, para além de interesses pessoais, vida familiar, social, e por aí além.
Quando trabalho, gosto de me entregar, de me dedicar. E gosto, nos outros momentos, de me entregar ao resto.
Não gosto... quando começo a pensar no trabalho, em casa. Detesto sonhar com o trabalho.
E vou fazer qualquer coisa em relação a isso...
Considero-me muito mais do que isso, o trabalho é uma parte de minha vida, à qual não quero dar demasiado ênfase, até porque tenho outros trabalhos, e ainda outros propósitos, para além de interesses pessoais, vida familiar, social, e por aí além.
Quando trabalho, gosto de me entregar, de me dedicar. E gosto, nos outros momentos, de me entregar ao resto.
Não gosto... quando começo a pensar no trabalho, em casa. Detesto sonhar com o trabalho.
E vou fazer qualquer coisa em relação a isso...
terça-feira, dezembro 02, 2008
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