sábado, fevereiro 28, 2009

Relações

- Tenho de ir. – a voz dele fê-la entreabrir as pálpebras, e ronronar qualquer coisa como “Já?”.
- Hoje tenho mesmo de ir. – percebeu o tom e tirou-lhe o braço de cima. – Almoço de família. A minha mãe mata-me se não chegar decente.

Piscou-lhe o olho com a última frase. Ela sorriu. Sabia que nas últimas semanas raramente chegava “decente” a casa, mas também sabia o quão estranho eram as preocupações dele, aos trinta e muitos anos. Suspirou, vendo-o vestir-se. Com um movimento lento, levantou-se da cama e vestiu o minúsculo roupão de cetim preto, comprado de propósito para ele. Não. Para ela. Já não comprava coisas para homem nenhum. A verdade é que se sentia bonita com ele.

“A quem tentas enganar?” A estúpida vozinha dentro dela irritou-a. Sentiu o silêncio e viu que ele a encarava, com um sorriso. O que veria aquele homem? Corou. Ele aproximou-se.
- Anda cá. – abraçou-a com um tal carinho que ela sentiu o coração disparar. Nunca estava preparada para aquele tipo de emoções.

Ele olhou-a nos olhos e aquilo que ela leu assustou-a, estremeceu com a intensidade e, sobretudo, com a possibilidade de se enganar na leitura. Sentiu vontade de lhe perguntar. Gostaria de o ouvir da boca dele. Queria tanto saber se ele sabia aquilo que ela sabia estar lá.

Como que adivinhando cada palavra do seu pensamento, ele beijou-a apressadamente, intensamente, uma paixão tão abrasadora, que ela sentiu os joelhos tremerem e quase se apoiou nele.

Sorriu quando se separou dela.
-Vejo-te depois.
E enquanto ele saía, ela deixou-se embalar alegremente pelas palavras que ele não dissera.

Com o dia que está hoje...




You Are Storm



Exotic and powerful, Storm descended from a line of African priestesses.

Emotions can effect your powers, but you are generally serene.

Powers: controlling weather, creating winds that lift you into flight, generating lightning

Juro que não percebo...

... como é que pessoas que vivem na minha rua e que me cumprimentam há anos desta maneira:
- Bom dia, menina? Como está?

Descobrem, sabe deus porquê, que sou licenciada e começam a cumprimentar-me assim:
- Bom dia, Sra Dra!

É que me faz cá uma azia que me torno mesmo, mesmo, mal humorada!!!!
Que grandessíssima estupidez!!!!!

O que é que as pessoas têm na cabeça?

Weekend music

Como não podia deixar de ser, dou-vos música ao fim de semana! :)
O sol foi embora - por agora - mas fica a energia, o sonho, a vontade de chegar mais alto, ser mais e melhor.
De viver!!!!
Como já disse alguém, que possamos ser a melhor visão da melhor versão de nós próprios!



sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Desejo que passem...


... um fim de semana mágico!
Beijos

A única coisa que posso dizer é...



Que bom que regressei ao trabalho a dois dias do fim de semana!!!!!!

Ele está quase a passar por cá...



E a vontade de o ouvir não passa... :) Enjoy!

Was it you who spoke the words that things would happen but not to me
Oh things are gonna happen naturally
Oh taking your advice and I'm looking on the bright side
And balancing the whole thing
Oh But at often times those words get tangled up in lines
And the bright light turns to night
Oh Until the dawn it brings
Another day to sing about the magic that was you and me

Cause you and I both loved
What you and I spoke of
And others just read of
Others only read of the love, the love that I love.

See I'm all about them words
Over numbers, unencumbered numbered words
Hundreds of pages, pages, pages for words
More words than I had ever heard and I feel so alive

Cause you and I both loved
What you and I spoke of
And others just read of
Oh and if you could see me now
Oh love, love

You and I, you and I
Not so little you and I anymore
And with this silence brings a moral story
More importantly evolving is the glory of a boy

Cause you and I both loved
What you and I spoke of
And others just read of
And if you could see me now
Well then I'm almost finally out of
I'm finally out of
Finally deedeedeedee
Well I'm almost finally, finally
Well I'm free,
Oh I'm free

And it's okay if you had to go away
Oh just remember the telephones were they workin' in both ways
And if I never ever hear them ring
If nothing else I'll think the bells inside
Have finally found you someone else and that's okay
Cause I'll remember everything you sang

Cause you and I both loved
What you and I spoke of
And others just read of and if you could see now
Well I'm almost finally out of.
I'm finally out of, finally, deedeeededede
Well I'm almost finally, finally, well out of words.

Locais sagrados...


- Um dia vou comprar este banco!
- Um banco na Praia de Faro... com a crise que está, não ficavas nada mal...

Demos uma gargalhada e sentei-me nele, sabendo de cor qual a sensação, as visões dos diferentes ângulos, os grãos de areia que ali pousavam. Olhando para trás, tudo está diferente. Recordo que não havia a esplanada por detrás, não se viam casas, tudo o que existia eram dunas cheias de chorões... montes de areia que nos tapavam de tudo e todos, permitindo um pouco de privacidade e intimidade com o mar.
Passei ali a minha vida. Não me recordo de quando o banco surgiu, mas lembro-me de me sentar quando as brincadeiras do D. me enervavam e não me apetecia ficar na praia. Ou quando subia a passadeira para ver o por do sol e escrever poemas. Quando o A. apareceu e me arrancou o caderno das mãos, onde tinha acabado de escrever o nome dele!
De quando o D. nos tirou a foto, a mim e à Andy, de mãos dadas, equilibradas lá em cima, com o olhar sombrio da Xana sobre nós.
Da tarde em que eu, a Kayla e a Xana fizemos um pacto de amizade eterna nesse mesmo lugar.
Das lágrimas que derramei, enquanto pedia ao universo que se ele não fosse o homem da minha vida, que este nunca surgisse, porque era aquele que eu queria. Da noite em que me sentei com ele, às 3 da manhã, porque me acordou para ir ver o por da lua. Da noite em que dei por mim nos braços dele e senti que poderia morrer naquele instante.
Da tarde em que me sentei ali, depois de descobrir que já não tinha a minha casa, o meu lar secreto, o único lugar onde me senti segura. Da noite em que, depois de falar com alguém, porque antes uma certeza dolorosa, do que uma dúvida eterna, decidi que o deixaria partir de dentro de mim.
Dos anos em que não consegui subir a passadeira, devido à dor que me apertava o peito.
Da manhã em que a subi sozinha, transbordando de lágrimas, e percebi que tudo estava mudado.
Da tarde em que me sentei nele e o partilhei com o N. Em que o apresentei à minha filha. Em que fiz as pazes com ele e pude recarregar baterias....
Não posso comprar o banco. Porque sou eu que lhe pertenço, assim como à areia onde ele está, ao mar que dele se avista. Fica sempre um pedaço de mim ali.
As pessoas partiram,os pactos foram quebrados, algumas amizades ficaram. Eu estou aqui.
Desta vez, trouxe o banco comigo. Está aqui!

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Só para me lembrar...



...porque preciso!

Back to Work

Custou menos do que eu pensava.
Achei que ia ficar deprimida por regressar, porque fui de férias com a cabeça em água, mil coisas em atraso e a sensação de que o meu cérebro tinha derretido entretanto.

Mas nada como uns dias de relaxamento e a capacidade de nos distancarmos da coisa. Cheguei bem disposta às 9 da manhã e ainda estou, acho que significa qualquer coisa. Veremos quanto tempo isto vai durar.

Estou confiante... ;)

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Dois é demais?????

Falava-se, entre cervejas e risos, de um ex meu, uma paixão ensolapada, um homem lindo de morrer, daqueles que passados muitos anos ainda nos fazem tremer os joelhos só de olharmos para ele.
Eis a conversa:

A - E o P. veio ter comigo e perguntou-me se conhecia o J. Disse-lhe que sim e ele foi-se embora. Depois fiquei a pensar e perguntei se ele era alguma coisa ao J. e ele respondeu que era irmão mais velho. E eu só posso ser cego, não é?
G - Pois, eles são iguais!
A - É que são mesmo iguais. Os olhos, o riso, a forma de andar, até aquela forma bruta de falar!
G - São completamente iguais. A única diferença é que um tem o cabelo curto e mais grisalho...

Troquei um olhar com a Kayla e nem foi preciso falar! Dois? Iguais?

E só por um mero instante, a Lita deambulou pelas núvens....
;)

É a ave rara em pessoa... ;)





Your Personality is Very Rare (INFP)





Your personality type is dreamy, romantic, elegant, and expressive.

Only about 5% of all people have your personality, including 6% of all women and 4% of all men

You are Introverted, Intuitive, Feeling, and Perceiving.

Desafio

Também nas férias, a Fenix lançou-me mais um desafio, um que já aqui fiz por duas vezes mas que, à velocidade a que eu papo livros, poderia fazer todas as semanas.

1 - agarrar o livro mais próximo;
2 - abrir na página 161;
3 - procurar a 6ª frase;
4 - colocar a frase completa no blogue;
5 - produzir um texto com a frase;
6 - repassar a "tarefa" para 5 pessoas.

Fenix, agora a parte hilariante. Comecei ontem a ler o mesmo livro que tu tinhas quando fizeste o desafio! “As Filhas do Graal” de “Elizabeth Chadwick”, Edições “CHÁ DAS CINCO”.

A minha edição é que deve ser diferente, pois a minha sexta frase é:

"Claire olhou por entre as pestanas baixas para a composta, orgulhosa, esposa de Simon,"

A parte de produzir um texto é fácil, tendo em conta que li apenas o primeiro capítulo e NÃO faço a mínima ideia quem são estas personagens.
Quem é Claire? E o Simon? E porque é que a esposa dele é composta e orgulhosa? Será que Claire não é composta? E não ser composto é mau? E sê-lo, fará de nós orgulhosos?

Ok, penso que a parte do desvario pode terminar aqui... :)

Repassar:
-Kayla
-Ianita
-Estrela Cadente
- Alguém
- Miepeee

Prémios

A querida Fénix deixou-me estes mimos, enquanto estive fora. Obrigada!!!!!



Já sabem como é que a coisa funciona por aqui, não é? :)
Partilha-se aquilo que nos é dado!
Levem-no!

E como sei que ela só recebe prémios personalizados, e porque esteve quase a ficar sem blog, e porque o blog dela deu um programa de rádio, Salto-Alto, a oferta é personalizada, ok?
Leva os prémios!:)
Um grande beijo para todos!

It's kind of a longdistance relationship

Passei a noite de ontem a recordar este filme. Talvez porque este ano as coisas me estejam a parecer um tanto ou quanto "quânticas". Mais do que nunca!!!!

Recordo que o fui ver com o mais que tudo e um casal de amigos (lembras-te, Andy?), e no fim os rapazes sairam a resmungar qualquer coisa sobre "filme de gajas".

E sim, já ouvi todo o tipo de críticas sobre o filme, desde os erros cronológicos e sabe-se lá o que mais!

A verdade é que o adorei. Dentro do género, foi dos filmes que mais me agarrou, talvez por todas essas impossibilidades, pela possibilidade das impossibilidades. Assim que o apanhei em DVD comprei-o. Chamem-me romântica, ou doida varrida! Mas recordei-me dele e partilho-o!



Um bom dia!!!!

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Regresso

Voltar para casa tem a sua magia. Por poucos dias que passem, há sempre a tentação de olhar as coisas como se as tivéssemos deixado há muito, ver se tudo permaneceu na mesma.
Para quem vai, a sensação é de que tudo muda.
Foram dias calmos, dias de reencontros, dias de não fazer absolutamente nenhum.... :)
Recarreguei as baterias. Sinto-me mais inteira.
No entanto, como sempre acontece quando para lá vou, há uma parte que fica nos grãos espessos da areia, uma sombra que se senta e não arreda pé, um pedaço de mim ancorado ao ondular suave das tardes de sol. Há um sorriso que não regressa, que pertence àqueles ventos, aos amigos que me abraçam de alegria, às piadas que por aqui não teriam qualquer sentido. Há uma parte de mim que fica.
E ainda bem que assim é.
Obrigada muito, por todos os comentários que deixaram, pelos desejos positivos de uns dias felizes, que tive. Tive saudades disto.
Uma parte boa de regressar é isso. Voltar a casa.

Aqui...






... estou mesmo, mesmo bem!

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Fui!

Vou estar ausente alguns dias, a desfrutar (mais ainda) das minhas férias. A net será muito escassa, ou inexistente, por isso, só a partir da próxima quarta estarei por aqui novamente!
Até lá, o melhor para vocês, excelentes posts e muita alegria!
Beijos!

Raposa divina

Estive sentada no cimo do mundo.
Senti-me grande, pequena, sublime, humilde, protegida, isolada, guiada e muito acompanhada.
Pedi orientação, inspiração, sinais. Porque, por vezes, ainda me custa acreditar...

Descia a estrada com o Principezinho. Que se perguntara quem era, o que queria ser. Como o poderia ser. Não tinha respostas para ele. Ouvia-o, mas eu era apenas o espelho...

Foi quando ela se atravessou no nosso caminho. Primeiro correu e pensámos que fugira, assustada. Mas não. A raposa estava ali, no alto, à altura dos nossos olhos. Olhava-nos, curiosa.

Parámos. Surpreendidos, extasiados. Não parecia possível. Mas ela olhou-nos, fixou-nos e, com a elegância que lhe é característica, desceu e atravessou a estrada de terra batida, fazendo um semi-circulo à nossa volta. Cheirando, observando, quase sorrindo...

"Estão olhar para mim? Vocês pensam que eu sou uma raposa, que deveria ter medo dos homens, ser selvagem e fugir. Que poderia estar a roubar galinhas ou num qualquer canto escuro. E, no entanto, estou aqui. Não tive medo de vocês. Fiquei. Sei quem são. Por isso fiquei e estou aqui, olho-vos nos olhos, vejo todas as dúvidas e todo o brilho. E não tenho medo.

Sinais? O que é preciso para acreditar? Mais sinais...?"

Fiz um gesto quase que imperceptível para a chamar mais perto, mas o Principezinho notou e sussurrou-me:
- Não a chames, pode ter raiva.

A raposa sacudiu a cabeça com uma gargalhada.
"Raiva, eu? Linda como sou? Tonto... aceita o que te é dado. Sê tudo aquilo que quiseres ser, pois esse é o milagre que te vim mostrar."

E rindo com o acontecimento, eu e o Principezinho regressámos a casa, felizes, cada um com a sua história, com a sua mensagem e o seu milagre. E com a partilha de mais um instante mágico que vivemos.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Ainda o chá...

Para quem quiser experimentar a maravilha de que tanto tenho falado - e ouvi dizer que também há o chá do amor e o chá da amizade - parece que se compra na loja Gourmet do Corte Ingles.

Por isso, aproveitem...
Beijinhos