segunda-feira, agosto 27, 2007

Sonho

De todos os cantos do mundo, nos quais sonhara aventuras sem fim, foi encontrá-lo ali,naquele canto, em frente ao mar.

A beleza é relativa e efémera,mas naquele único segundo não houve inseguranças ou questões de opinião. Olhar para ele era pura contemplação. Poderá um olhar mudar uma vida? Ela não podia saber,mas como a imaginação não aceita limites, acreditou naquele instante, naquele segundo de harmonia, vida, cor.

Mergulhou no olhar verde daquela estranha criatura surgida do mais insólito dos seus sonhos. Viu-se no mar, rodeada de sereias e tritões, de castelos submersos e música celestial. Viu-se a si mesma Senhora do Mar, dona do mais belo vestido existente no reino do amor.

E, por fim, veio à à superfície respirando a brisa leve que a trazia de volta à realidade. Mas o que é que isso importava? Enfeitou-se com o seu mais belo sorriso e deu por si a dançar, diante daqueles maravilhosos olhos verdes.

4 comentários:

Olavo disse...

Está a resultar!
Gostei muito, obrigado por este pequeno prazer matinal.
Bjinho

Lita disse...

Olavo, tu és um bálsamo para a alma!
Obrigada!!!!

sayuri disse...

DE TODOS OS CANTOS DO MUNDO

De todos os cantos do mundo nos chegam notícias; boas e más. Mais más que boas.

Hoje em dia temos acesso a tantas culturas, a uma enorme variedade de etnias, a diferentes fés, religiões e culturas. São estas pequenas diferenças, estes contrastes, que nos tornam a todos e a cada um, seres especiais.

E no entanto não nos damos valor. Não sabemos apreciar a natureza que nos rodeia, não sabemos respeitar os rituais de cada cultura ou religião, repudiamos aquilo que, por vezes, nos parece estranho, e conseguimos matarmo-nos uns aos outros quando disputamos a riqueza dos nossos solos. Sempre que ameaçados por alguém ou por um ideal, tiramos a liberdade a quem for necessário, para manter o silêncio confortável do injusto. Muitos vivem sem descanso, eternamente escondidos sob uma capa de medo…

Que pena não podermos ser um só, e ter um só objectivo; que pena sermos tão egoístas e impessoais nas nossas relações com o mundo. Dizem que nada é impossível, e que a esperança é a última que morre, mas face a tantas injustiças e maldades que nos entram pelos olhos e ouvidos adentro, pergunto eu: poderemos algum dia ser iguais?... Poderemos todos ser felizes e prósperos? Poderemos todos um dia morrer por velhice? Poderemos um dia abrir os braços a todos os que encontramos e colocar-lhes um sorriso na cara?

Lita disse...

Queremos todos isso?