Terça-feira, Novembro 17, 2009

Luana




Olá!

O meu nome é Luana e nasci numa sexta-feira 13. Uns diriam que é um dia de azar, mas a verdade é que a mamã sempre adorou esses dias e, apesar de ter sido uma cesariana, a verdade é que cá em casa ninguém acredita em coincidências.

Ao que parece, sou escorpião. Dizem as más línguas que é um signo que trás mau feitio, mas não concordo nada. A verdade é que comecei a berrar como se não houvesse amanhã assim que nasci, que não suporto sentir uma pontada de frio na minha delicada pele e que odeio tomar banho, mas parecem-me comportamentos perfeitamente adequados para um bebé, não concordam? Não tenho culpa que a minha irmã mais velha fosse uma santa que pouco chorava em bebé, adorava banho e mudar a fralda... se eu tivesse nascido em Maio, num dia de calor fenomenal também o faria, obviamente! Eu sou assertiva, essa é a verdade. E a mãe concorda comigo. De qualquer modo, numa casa cheia de pessoas de ar, um serzinho de água vai tornar as coisas bem mais interessantes. Aposto!

Sou muito pequenina, não chego a pesar 3 quilos, e tenho 48 centímetros. Por isso, pegam-me como se eu fosse uma boneca e as roupas ficam-me todas largas. Ah, e sou giríssima! Na maternidade ganhei o título de morena linda e acho que combina perfeitamente comigo. Há quem diga que sou a cara da mana quando nasceu. Não me importo nada, porque a minha irmã é um espanto! A minha irmã... vocês nem sabem como ela está orgulhosa pela minha existência. Canta para mim, já me pega ao colo com todo o cuidado e amor e sinto que vamos ser verdadeiramente cúmplices. Se ela fizer o que eu quero, obviamente... tenho de fazer render esta, do escorpião... ;)

A minha mãe está bem, um pouco dorida da cicatriz, claro, e agora às voltas com a subida do leite. Adoro mamar, sabem? E a mãe tem tanto leite que sinto que crescerei mesmo rapidamente! Isto de vir cá para fora tem o seu quê de divertido. É leitinho doce, canções, beijos e festas o tempo inteiro. Se não fosse o frio, diria que é perfeito. Como eu dizia, a minha mamã está bem, vê-se obviamente o quanto me adora, como está orgulhosa e feliz por eu ter nascido. E o meu papá está babado. Os dois estão muito unidos e sinto-me num clima de amor, que ainda está confuso, cada um está a tentar encontrar o seu lugar cá em casa, afinal só chegámos aqui há dois dias e na maternidade era mimo e descanso. Aqui tem sido mais agitado, mas vai correr bem, tenho a certeza.

Os meus pais acham que fui eu que os escolhi e sentem-se gratos e orgulhosos por isso. Eu cá terei as minhas razões, mas não as vou divulgar. Direi apenas que sei que estas pessoas me transmitirão muita coisa, umas que gostarei, outras que nem tanto. Mas com eles aprenderei a tentar ser uma boa pessoa, a amar os outros e amar a vida. Acho que são coisas que contam, não é?

Vou embora, por agora. Vim ocupar o espaço da mãe, porque sei que ela tem aqui pessoas que a lêem, e de quem ela gosta muito. Ao que parece os blogs têm esse efeito, quando os acompanhamos durante um tempo. Ela vai voltar a escrever mais, quando as coisas acalmarem e eu deixar de ser tudo o que importa, juntamente com a mana. Por falar nisso, este post também vai para o blog da mana... que vai deixar de ser só dela. A mana quer partilhar tudo comigo!

Resta dizer que nasci ao som da música que provavelmente estão a ouvir, pois coloquei-a aí em cima. Acho que isto diz tudo. Para esta família, eu sou uma oração, uma bênção e é isso que sinto cada vez que um deles me pega ao colo. Protecção divina! É bom ser bebé e sentir isso.

Até à próxima! Obrigado pelo apoio, em todos estes meses de gestação!

PS: Obrigada muito pelo apoio, pelas centenas de mensagens de alegria e boas vindas à Luana, por me acompanharem com carinho e, basicamente, por existirem. Sinto-me abençoada! E muito grata. Lita

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Crazy...


A menos de 3 semanas do fim da gravidez, parece que a demência da prolactina (é um termo novo que aprendi ;) explica o esquecimento e afins das grávidas) está no seu expoente máximo.
Ontem consegui perder duas chaves de casa no curto espaço de atravessar a estrada para ir buscar a pipoca ao infantário. Acabei por encontrar ambas... no fundo da mala.
Vou ao quarto para ir buscar qualquer coisa, supostamente muito interessante, e quando lá chego não faço a mais pequena ideia do que fui lá fazer.
Hoje de manhã peguei no pacote de Ice-Tea, em vez do leite, e despejei-o para o fervedor, na intenção de o aquecer para dar o pequeno almoço à filhota!
É evidente que a família me ouve a rir às gargalhadas e já nem liga. Trocam ambos aquele olhar de quem pensa... "deixa lá, isto está quase a passar!"
De facto, gravidez não é doença... mas é qualquer coisa muito estranha! E, como costumo dizer, é um estado de imensa graça... para quem está de fora a observar!!!!
:D

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

E será que é desta...?














... que chega o OUTONO?

Domingo, Outubro 25, 2009

Absolutely Brilliant

Isto anda a circular no facebook, mas merece destaque também aqui. Espero que se deliciem, como eu me deliciei. Excelente domingo, o primeiro do horário de Inverno!


Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Hey!

Porque sei que é a tua essência. E esta, então, é intemporal, como nós.

E porque te amo muito, te desejo o melhor. Há amizades que não precisam de palavras, justificações, ou provas. Pura e simplesmente são!

Parabéns, querida Kayla!

Escolhas


Há muitos anos atrás, aprendi uma lição valiosa com uma grande amiga. Nessa altura, não a percebi com a consciência com que a entendo agora, mas mexeu comigo.
O D. era meu amigo de infância. Direi mesmo o meu amigo mais antigo, gatinhámos juntos, na rebentação das ondas da nossa praia.
Talvez por isso, habituei-me desde sempre à sua forma de ser. Meio arrogante, um pouco cruel, por vezes agressivo. Mulherengo. Muito instável. Nunca se sabia bem o que esperar dele. Sem dúvida, tinha o seu lado brilhante. Era inteligente, partilhava comigo um amor incondicional pela nossa praia, defendia-me dos outros e sei que nutria verdadeiramente afecto por mim. Por isso, "aturar" as sombras dele parecia-me algo natural, ele era família, e família não se escolhe.
A A. veio passar férias comigo na praia,quando tínhamos 17 anos. Muitas outras amigas já o tinham feito, e o D. a todas mostrara o seu lado sedutor, e pouco depois, o seu lado sombra egoísta. De uma forma ou de outra, as raparigas caiam-lhe todas nas mãos. Nunca percebi muito bem porque é que tantas mulheres interessantes se apaixonavam por aquele trinca espinhas convencido e mal educado, que nem bonito era. Mas acontecia. Ele era charmoso. E tinha um sorriso especial.
Como eu esperava já, o D. de imediato deu em cima da minha amiga. E, como eu esperava, ela cedeu. No entanto, ao contrário das outras, a A. não ficou impávida quando o D. começou a mostrar o seu lado arrogante. Respondia-lhe à letra, discutiu com ele e chegou a afastar-se. As discussões entre os dois aborreciam-me imenso e um dia confrontei-a:
-Mas porque te irritas tanto? - perguntei. - Ele é assim, não há nada a fazer. É a forma dele de ser!
- Isso não me interessa nada! - foi a resposta. - Ele pode ser como quiser, mas eu não tenho de aturar isso. Eu não tenho de levar com a porcaria de alguém, pura e simplesmente porque ela É assim.
Foi a primeira vez que me dei conta de que gostar do D. e aceitá-lo, não implicava aturá-lo. Nunca me tinha dado conta disso.
Guardei essa mensagem no coração, nunca sabendo muito bem como a pôr em prática. A verdade é que sou - dentro daquilo que consigo - uma pessoa politicamente correcta. Distingo - e orgulho-me disso - sinceridade de frontalidade. Porque posso ser sincera sem usar a minha agressividade retorcida para magoar gratuitamente alguém. E raramente faço.
Depois, também acredito que somos nós que atraímos as pessoas para a nossa vida. E que somos espelhos uns dos outros. Que vemos nos outros a nossa própria beleza e rejeitamos neles a nossa sombra. Quanto mais me fui dando conta disso, mais fácil foi para mim aceitar os outros. Perceber que os seus defeitos,também eu os tinha, em alguma coisa, alguma parte da minha vida. Aprender a ser melhor, graças a isso.
No entanto, há um momento para descansar e um momento para lutar. Um momento para passar a mão no pêlo, vezes e vezes sem conta... porque o outro é assim,não tem consciência do que faz... e um momento para dizer "chega!", um momento para dizer que não dá mais para tolerar a intolerância dos outros.
É evidente que os espelhos continuam lá. Claro que atraímos pessoas para a nossa vida porque temos coisas a aprender sobre nós mesmos. E esse trabalho só poderá ser feito por nós. Mas não implica manter lá os outros e tolerar aquilo que o nosso coração já não suporta.
Ontem, ouvi outra lição. A minha amiga Neptuna falava-me de alguém e dizia:
- Se lhe guardo ressentimento? Já não. Se aprendi a aceitá-lo? Sim. Se o quero na minha vida? Não. Porquê? Porque posso escolher.
Essa é a verdade. Aceitar que o outro é como é, aceitar a lição que nos trás, a pergunta "onde é que eu faço ISTO na minha vida?", é importante. Mas não implica envenenar a vida com a presença dessa pessoa. Posso aprender a aceitar. Posso não guardar qualquer emoção negativa. Mas não tenho de tolerar.
Porque posso Escolher!

Sábado, Outubro 10, 2009

(Re)Começos

A mensagem clara foi "Pára! Estás demasiado confusa, demasiado ocupada, demasiado zangada, demasiado eléctrica, demasiado longe de ti mesma."

Desde o início do ano que sentia que teria que o fazer. A vida é generosamente clara comigo, nessas alturas. Sou eu que adio o inevitável.

Ainda assim não foi fácil. Ser obrigada a parar, fechar-me em casa, não ver ninguém, praticamente, a não ser a minha família. Acabar por me isolar mais, por não já suportar as perguntas dos amigos, diariamente e sempre iguais "estás bem? Estás melhor? Sentes-te feliz?". Parece egoísmo, eu sei, e eu adoro os meus amigos e agradeço a sua preocupação, mas ter as janelas do msn constantemente a piscar com as mesmas perguntas, ou tentar dormir um bocadinho e colocar o telemóvel no silêncio, para acordar e ter 36 chamadas não atendidas, acreditem, é esgotante.

Alguns queixaram-se do meu desaparecimento súbito. Outros entenderam que eu precisava da reclusão e respeitaram-me com serenidade, pois conhecem bastante das minhas "caminhadas no deserto..."

Não tem sido propriamente fácil. As contracções, a placenta prévia, agora o diabetes gestacional. Sim, ainda estou em casa. Todos os dias luto comigo mesma para viver um momento de cada vez, para não me deixar levar pela insatisfação profunda. Nem sempre consigo.

No entanto, conforme chegou a fase de nicho, de comprar coisinhas para a bebé, de reorganizar a casa e a vida, a semente que adormecia em mim começou, também a despontar. A vontade de mudar coisas, de fazer coisas, de aprender coisas.

Como se o tempo de semente também estivesse a terminar e eu começasse a preparar-me para um novo ciclo. Como mãe e como ser humano. As ideias começam a chegar, a motivação também. A vontade de começar qualquer coisa, aprender mais um pouco de mim e do mundo. E isso faz-me sorrir ao acordar.

Um excelente fim de semana para todos.

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

As pesquisas hilariantes...

Quem me visita por aqui sabe que tenho andado longe... pouco tenho escrito, pouco vos tenho visitado...

Estou de ninho, com outras coisas na mente e neste momento, aguardo ansiosamente a chegada da minha pequenina, daqui a um mês, mais coisa, menos coisa.

No entanto, e porque hoje estive mais presente, lembrei-me de procurar as buscas na net que vieram cá ter. O panorama mantém-se. Ao que parece, tudo o que diz respeito a homens - especialmente bonitos, vêm cá ter. Isto dura há meses, provavelmente desde um post com umas fotos de um grego giraço que foi considerado o homem mais bonito do mundo e que eu postei aqui.

Então vejamos a lista deste mês no que respeita às buscas de um jeitoso:
homem bonito
fotos de homem bonito
fotos de um homem
gajo bonito
homem com pés bonito ??????

E depois a coisa descamba completamente:
homem pau duro - como é que raios uma busca destas vem parar aqui????????????? É um enigma, mas que me valeu umas gargalhadas.

No entanto, o momento zen das buscas foi realmente este:

animal porquinho da índia menstruação
LOOOOOOL

Não só não consigo perceber ONDE, nos meus textos, existe alusão a tal frase... como nem sequer percebo o que é que uma coisa tem a ver com a outra... se alguém tiver teorias, faça favor!!!! Mais umas gargalhadas não nos fazem mal nenhum, certo? :)

Lugares comuns

Ao longo da nossa existência, existem locais, pessoas e momentos que nos marcam. Alguns desses, por um instante, outros para a vida toda.

Os nossos espaços sagrados têm mil e uma formas de ser. Existem locais selvagens, no meio da natureza, cuja presença nos tira o ar, nos quais a nossa alma se reverencia e se reconstroi. Existem outros locais, tão comuns que podemos passar por eles todos os dias, mas que para nós têm um valor inesgotável, que são nossos porque a eles pertencemos.

E existem aqueles que perdem a sua magnitude pura e simplesmente porque não os vemos. Porque aquilo que existe no nosso pequeno universo pessoal é um filme, cuja fita passa incessantemente, interminavelmente, com o mesmo guião. Os ambientes são os mesmos, as palavras as mesmas, as emoções... iguais. Os mesmos passos, cuidadosamente dados, da mesma forma. E as mesmas personagens, embora os actores possam mudar.

Para mim, esses são os verdadeiros lugares comuns, aqueles que parecem belos, lidos num romance épico pela primeira vez, mas que não passam de plágio medíocre, conforme os vamos revivendo, num círculo sem fim. A mim enjoam-me, confesso.

Gosto das minhas pessoas, cada uma com as suas especificidades, com memórias próprias e únicas, com locais só para elas e músicas que mas evocam como se as revivesse nesse instante. Respeito as minhas pessoas, os meus locais, as minhas memórias. E não quereria apagá-los, colocando outro actor a fazer o mesmo papel.