quinta-feira, maio 18, 2006

Caminho




"There's a hole in my sidewalk



Capítulo 1
Vou pela rua fora.
Há um grande buraco no passeio.
Eu caio lá dentro.
Estou perdida... indefesa.
Não é culpa minha.
Levo uma eternidade a encontrar uma saida.

Capítulo 2
Vou pela mesma rua fora.
Há um grande buraco no passeio.
Finjo que não o vejo.
Caio lá dentro outra vez.
Não acredito que estou no mesmo sítio.
Mas a culpa não é minha.
Ainda levo muito tempo a conseguir sair.

Capítulo 3
Vou pela mesma rua fora.
Há um grande buraco no passeio.
Vejo que está lá.
Continuo a cair... é um hábito.
Tenho os olhos abertos.
Sei onde estou.
A culpa é minha.
Consigo sair imediatamente.

Capítulo 4
Vou pela mesma rua.
Há um grande buraco no passeio.
Passo ao lado.

Capítulo 5
Vou por outra rua."

Portia Nelson

Quero ir por outra rua....

8 comentários:

Neptuna disse...

O processo de mudança.. e de aprendizagem.. porque leva tudo tanto tempo? :) É apenas um desabafo.. Serão necessárias tantas quedas? .. mais um desabafo.. Mas é assim mesmo que é.

Lita disse...

É verdade... e quantas vezes estamos em processo de mudança e percebemos que estamos a cair no mesmo buraco de sempre....???

Enfim, resta-nos ir por ouro caminho. Como dizia o outro "o importante é ser capaz, a todo o momento, de sacrificar o que somos por aquilo que podemos vir a ser".

Neptuna disse...

À morte da "roupa" que já não nos serve, e possamos ter o poder de decidir não cair novamente no mesmo buraco de sempre.

olovsky disse...

Será que deixamos de passar pelos buracos quando sabemos em que rua estes estão...ou o prazer morbido de um segundo de felicidade leva-nos a arriscar passar pelo mesmo e pedregoso caminho...Continuo e continuarei a enfrentar as conhecidas estradas com buracos, para o resto da vida? Talvez...

PS: Gosto deste blog, espero não ter estragado nada, com os meus delirios

Lita disse...

Essa é, muitas vezes, a questão que faço a mim mesma, na ansia de que o buraco - que eu até sei que conheço - me mostre um novo significado, "um segundo de felicidade", uma gruta cristalina de mil cores, no lugar de um buraco grande e escuro onde caio e me perco.

Obrigada pelas tuas palavras.

Arco-Íris disse...

Ainda hoje falávamos disto, Lita, embora vestíssemos o contexto com outras roupas.
Porque será que continuamos a ir pela mesma rua, apesar de saber que o buraco está lá!
Porque será que continuamos, morbidamente, a cair naquele buraco, apesar da dor da queda, ser já conhecida dos nossos "corpos"?! O filme é já conhecido, já o realizámos e representámos, e até já assistimos, vezes sem conta, ao seu final...mas...será que ansiamos por esse "prazer mórbido de um segundo de felicidade"? Ou...afinal o que queremos nós?!

Arco-Íris disse...

Amori di mi curaçon, voltei apenas para te dizer que te amo! E, olha, ainda bem que voltei a passar naquela rua e a cair naquele buraco, porque só assim te pude encontrar! Hehe! Bem, ver se agora não me engano a assinar, pra ver se o arco-íris fica com cor!!! Hehe...não ligues...eu sou assim!!!
E a dúvida do meu anterior comentário...presiste...Besito...

Lita disse...

;)