sexta-feira, março 09, 2012

Balanço

Este ano, depois de fazer o meu "Mapa do Tesouro", percebi várias coisas.
A primeira delas foi que a minha mente/ consciência /alma / capacidade de encaixar o mundo, expandiu... a tela que comprei era o dobro da tela do ano passado, apesar de a ter adquirido convencida de que era do mesmo tamanho... só em casa me dei conta de que o que era "grande" o ano passado, este ano já não parecia assim tão grande.
Outra das coisas que percebi foi que, apesar de ter enchido a tela de desejos, sonhos, palavras inspiradoras, imagens maravilhosas e cor... pedi muito menos coisas... e focalizei-me muito mais em algumas coisas.
Não preciso de muita coisa, mas sei cada vez mais e melhor aquilo que quero. 
É uma sensação maravilhosa entender - finalmente - numa dimensão anteriormente não ouvida, as notas com que toca a minha alma, as cores com que pinta e as formas que gosta de moldar.
Os preços a pagar por isso não são menos difíceis. Agora é tempo de despedir-me do que não quero, limitar as minhas escolhas - e sim, isso chama-se liberdade, por paradoxal que seja - e focalizar-me cada vez mais em quem sou. Quem diria que sermos uma melhor versão de nós mesmos é algo tão facilmente "escapável" por entre os dedos e as rotinas?
Ando assim, nesta roda viva de luz e sombra, tecendo nas pontas dos dedos uma nova história... onde danço com vestidos vermelhos compridos, com mangas largas, como um dia me foi descrito... ah... e continuo despenteada.
Basicamente, sou mais feliz.

sexta-feira, setembro 16, 2011

:)

"Se escrevo, tenho medo que se concretize. Se amo alguém, tenho medo de o perder. No entanto, não posso deixar de amar, nem de escrever."
Isabel Allende

quinta-feira, agosto 25, 2011

O verdadeiro sentido de "pavonear-se"

Chegámos a Faro estafadas, depois de um piquenique na Serra, muita gargalhada e correria atrás das crianças.

Já a voltar para casa, viramos numa esquina e somos obrigadas a parar drasticamente, devido a um engarrafamento da rua... mais especificamente, 3 pavões que atravessavam a estrada. Sim, leram bem... posso voltar a escrever. Eram 3 pavões a atravessar a estrada!!!!!

Nas calmas... assim como são os pavões... :D
Um ainda me lançou um olhar 39, tipo... abranda que eu estou a passar. Um segundo achou que o carro era um repentino e agradável lugar de sombra! A modos que, entre caras estupefactas e gargalhadas lá conseguimos passar.

Chegadas a casa da Kayla, ela resolve ligar para a Câmara, pois - obviamente! - os pavões tinham fugido da Alameda (espaço verde com aves).

Telefonema:
- Estou sim? Estou a ligar porque ali ao pé da Pedro Nunes encontrámos 3 pavões a atravessar a estrada. Devem ter fugido.
- Ah, não... é normal... eles costumam dar uma voltinha. Gostam de ir até à Avenida 5 de Outubro.
- ... é normal, então?
- Sim, sim... estão só a passear. Mas obrigada pela preocupação com os animais...

E lá está. Afinal é rotina 3 pavões saírem de casa para ir dar uma voltinha à avenida, quem sabe beber um sumo de limão... e depois voltam tranquilamente. Presumo que a Disney não queira fazer um filme sobre eles, não?

quarta-feira, agosto 24, 2011

Low expectations???!!!

A minha amiga Bisturi referiu hoje, numa conversa casual, que gostava de baixar as expectativas da vida para ser mais feliz.
Uma opinião, somente, caso ontem à noite, num livro, não me tivesse encontrado exactamente com a mesma questão e não tivesse ficado a pensar nela.

Em verdade, aquilo que nos desilude, mais do que a vida ou os outros, é o "peso" das expectativas que colocamos e, cima das coisas. Nisso acredito absolutamente... porém, não consigo pacificar-me com esta opinião. Pode ser somente uma questão de gramática. Mas para mim, tentar não ter expectativas ou baixá-las tem um peso muito diferente. Não ter expectativas - dentro do que nos é possível - significa acreditar que a vida nos dará aquilo que precisamos e que posso seguir o curso dos acontecimentos sem achar que estou a ser "traída" pelas ilusões que coloquei...
Te expectativas baixas, para mim, entra já no âmbito do pessimismo... e isso é igual a ter grandes expectativas, não? É uma espécie de "não vou ter animal de estimação, porque um dia ele vai morrer e eu sofro..."

Não sei... pode ser má interpretação minha. Ou meramente má vontade. Mas não me vejo a ter "baixas expectativas" da vida. Not today... ;)

segunda-feira, agosto 22, 2011

Verdade, verdadinha...


Depois disto, tenho de confessar: desencostar do sofá tem mesmo muito que lhe diga...

quinta-feira, junho 09, 2011

Entre linhas

É bonito chegar aqui e perceber que, apesar de ter somente um post em 2011, ganhei mais 13 seguidores... :)

Tenho saudades do Pequeno Pormenores, mas tenho pouco para lhe dizer. Sinto-me diferente desta Lita que aqui escreve e não estou com disponibilidade para encontrar pontes.

Não lhe posso colocar um fim, mas também não estou a conseguir dar-lhe continuidade. VOu dando... noutros locais, de outras formas... mas não aqui.

Por isso, o Pequeno Pormenores vai de férias. Licença sem vencimento, para pensar no que fazer.

A Lita? Está a desfrutar maravilhosamente da Vida!

Abraço imenso.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Deambulando...

Os que mais amamos são também os que nos vêem mais vezes sem maquilhagem. :)

E nem sempre é fácil fazê-lo. Nem sempre o fazemos com carinho. Na maioria das vezes, não o duvido, a intenção é essa. Mas na prática, muitas coisas saem tortas.

Porquê? Não sei. Talvez conheçamos mesmo aquela pessoa melhor do que ela julga que conhecemos. Talvez a vejamos com olhos de passado, sem reconhecer o quão diferente está no presente. Talvez não tenhamos, pura e simplesmente, paciência. Qualquer uma das três é viável. As três juntas.... muito mais viável! :) E não há qualquer paradoxo nisto.

A verdade é que, por vezes, as pessoas saem magoadas. Uma questão de espelho? Absolutamente! Necessidade de nos pormos em causa? Completamente. Falta de aceitação? Também. Aceitar que o outro só irá até onde estiver disposto a ir? Independentemente do quão dispostos nós estejamos? E coragem e humildade para ir onde queremos, apesar do outro - na nossa opinião - dar menos passos? São desafios? Nem sempre ultrapassados. E daí a necessidade de mais e mais desafios. :) O Universo tem tempo.... :)

Quanto ao resto, respirar enquanto fazemos o que conseguimos do trabalhinho e deixamos as feridas sarar.

Ah, e o mais importante, a frase favorita da minha filha: "não importa o quanto eu me zangue contigo, o amor está sempre no coração".
Que frase maravilhosa!

sábado, novembro 13, 2010

Princesa da Lua

E assim se passou 1 ano.

Parabéns, minha Luanita, meu amor...

quarta-feira, outubro 13, 2010

Laços

Ou melhor, o desatar laços.

Falávamos ambas sobre o quão estranhas relações nos trás a vida. Não que sejam melhores ou piores do que as dos demais. Não somos assim tão diferentes.

A diferença (ou não) está nos laços. Nos laços que nunca desatamos, que deixamos mergulhados no fundo da alma e que nos consomem, ou nos prendem a voz, os movimentos, o estar. Nos laços que trazemos atados a nós, muitas vezes (suspeito eu) por livre vontade, como se fossem pedaços de pele, de fígado, de feridas que não queremos cortar.

Nas memórias que não suportamos deitar fora, ou não teremos sido nós as mais abençoadas, as mais felizes, as mais privilegiadas crianças do mundo????

No meu caso então, a coisa é estranha. Pois não são os ódios que me consomem. Não são as "pessoas más" da minha vida, os inimigos, os que traíram ou rejeitaram que me prendem. Nesses, a raiva passa com as estações, com os ventos e as chuvadas que tudo lavam. E seguem o seu percurso, sem que os meus pensamentos, por mais simples que sejam, os incomodem.

São os outros, os amores. Os amigos que o são há tanto que se tornaram família, e a quem amo, apesar de já nada terem em comum comigo. Para quem não olharia duas vezes, se os conhecesse hoje.
São os amores que o não são mais, mas que o foram um dia. E porquê, questiona-se a minha alma, porquê não amar de formas diferentes quem amei antes. Onde havia partilha, companheiro, paixão, porque não ficou o afecto e a cumplicidade de quem já se deu?

São as marés que não voltam, os luares que me encheram de luz, as músicas que me nutriram...
Os laços que não desatamos porque nos tornariam mais pobres, ou seriamos pura e simplesmente mais livres?

sexta-feira, outubro 01, 2010

Nota a lembrar:

Colocar Amor em tudo o que toco/faço/penso...

sexta-feira, setembro 24, 2010

Como (não) ser enganado...

Ontem o meu telemóvel de trabalho morreu, ficou surdinho... sim, porque até tocava, mas não se ouvia nada.

Como me é imprescindível resolvi comprar um daqueles bem baratinhos, que me dêem exclusivamente para fazer e receber chamadas, que é o que eu necessito. Hoje fui a uma daquelas lojinhas manhosas de telemóvel, que existem nas estações de comboios e metro.

Na montra, uma série de telemóveis com uma placa a dizer "Desbloqueados", a 19,90€. Entrei e confirmei:
- Bom dia! Aqueles telemóveis da montra são desbloqueados e novos?
- Sim. - diz-me o senhor.
- Gostaria de ver aquele LG, por favor.
- Esse desbloqueado é 25€.
- Desculpe? Na montra diz 19,90€.
- Sim, mas é para a Vodafone. Desbloqueado é 25€. - diz o gajo, na maior.
- Mas tem noção de que diz desbloqueado, certo?
- Mas é desbloqueado para a Vodafone.
- ... - respirei fundo. - Ok, então e telemóveis para a TMN, que preços tem?
- 19,90€, sem cartão. Com cartão é 25€.
- ... Os telemóveis tmn trazem todos cartão. Por isso é que são tmn.
- Pois, mas com cartão são 25€.

Foi quando eu decidi que não iria desperdiçar o meu tempo e a minha energia num local daqueles. Fui à PhoneHouse e comprei um tmn por 19,90€. Com cartão!!!!!

Do you believe this?????????

terça-feira, setembro 07, 2010

Desafios

Quando nos "encostamos" no sofá, há que ter consciência de que não vai durar para sempre.

O que é engraçado é que encostar no sofá nem sempre é sinal de conforto, de bem-estar, de felicidade. Por vezes é por hábito. Por inconsciência. Por não pensar muito no assunto. Por medo.

Mais engraçado é o facto do sofá, geralmente, ter uma mola solta que nos magoa, ou possuir já a forma do nosso corpo, ou fazer doer o pescoço. Enfim...

É um desconforto conhecido. Uma dor familiar. Mói, mas não mata. Vai matando...

Sabemos que algo não está bem, mas não nos apetece, não sentimos forças, não queremos lidar com isso. Mesmo quando já sabemos que, aquilo que não fazemos, a vida faz por nós.

Então o sofá parte-se, ou a mola solta-se... ou... a sala deixa de ter espaço para ele. E ali estamos nós, em pé, sem sofá, com a sala completamente diferente e sem saber muito bem o que fazer.

Há muito que eu intuía que o meu sofá me causava demasiadas dores e que sentar-me ali era mais do que um hábito. Era uma absoluta perda de tempo.
No entanto, nunca estamos preparados para deixar de ter lugar para sentar...

Sinto-me perdida.
Agarro-me às minhas conquistas.
Crise é sinal de oportunidade. E sei que ela está aí, é uma questão de perceber os sinais, de não me fechar, com medo, e de a deixar entrar. Sei que a mudança é uma coisa boa e que a vida é generosa por me proporcionar tal experiência.

O que não faz com que seja menos doloroso.
Mas é menos assustador. E menos solitário.
Sou grata por isso.

quinta-feira, julho 29, 2010

Para pensar ou... da prática do Bem Comum

Achamos que sabemos tudo. Ou que sabemos muito.
Somos bem educados. Lemos bons livros.
Podemos ser espiritualizados. Ou bons cidadãos.
Temos casas confortáveis, algum dinheiro no banco, roupa da estação.

Temos teorias fantásticas sobre a origem do mundo, o bem e o mal, a ciência e a religião, o amor, a poupança de recursos e tantas outras coisas.
Somos tão fantásticos!!!!!! Temos tantas certezas.

Mas esta manhã, entre todos os que estávamos na estação dos comboios, foi um homem sujo e mal vestido, sem casa e sem trabalho, um sem-abrigo que por ali passou, que apanhou as pontas de cigarro que estavam no chão. E as colocou no lixo. Sem hesitar.

Dá que pensar, não é?

quarta-feira, julho 28, 2010

O Chico

Era o nome dele.
Um rapaz ruivo, barbudo e com um sorriso simpático, que costumava aparecer na praia, ou na discoteca que frequentávamos.
Não haveria nada para dizer deste rapaz, que nunca teria frequentado a minha casa, ou estado com os meus amigos, se a Paula não estivesse perdidamente apaixonada por ele.

A Paula era minha amiga desde sempre, crescêramos juntas nas dunas daquela praia mágica onde vivi a minha infância e adolescência. Era dois anos mais nova do que eu, apesar de sempre se ter dado com os amigos do irmão mais velho e, por isso, não se notar qualquer diferença de comportamentos entre nós.


Naquele Verão, e nos dois ou três que se seguiram, a Paula estava diferente. Apaixonada, triste ou muito alegre, dependendo da distância a que estava do Chico, e muito perdida.

O Chico? Nada tinha de especial. Não era um rapaz bonito, não lhe notava nenhuma característica extraordinária. Era simpático e usava charme a torto e a direito. Para todos os lados.
Percebemos a tristeza da Paula com facilidade. A mesma que a fazia ir para os bares onde ele estava, sair deles a chorar. A mesma que a fez ter mil e um namorados, numa vã tentativa de ultrapassar a dor, dor essa que a fazia terminar a relação e destroçar alguém que a ela se entregara com sinceridade.

Quem é que não sofreu por amor?

O Chico? Parecia esquecer-se dela até a ver surgir de namorado novo. Nessas alturas, a vontade de estar connosco aumentava, quase forçando as amigas dela a serem íntimas dele, aumentando-lhe não só a insegurança, em relação ao novo namorado, como os ciúmes...

Estava um dia na praia, gostava de me sentar naquele banco mágico a olhar o por-do-sol. A filha do meu vizinho apareceu, uma menina linda, com uns 3 anos de idade, caracóis louros e olhos de um azul brilhante. Fiquei ali, a brincar com ela, enquanto os últimos raios de sol brincavam com a minha pele e a maresia me relaxava.

A Scooter subiu a passadeira e o Chico desceu dela e instalou-se ao meu lado. A familiaridade que eu tinha com ele vinha através da Paula. Ou da discoteca, de o ver na praia. Falava com ele. Não era meu amigo, sequer.
- Que criança linda! - disse ele de repente. - Tenho tanta vontade de ser pai. Já imaginaste nós os dois juntos com uma coisinha assim?

Não sei se fiquei de queixo caído. Mas a minha alma ficou. Que raios????
- Não...
Foi tudo o que consegui dizer, meio aparvalhada.

Era dali o charme estranho com as raparigas. Haveria mesmo quem caísse naquela converseta idiota? A Paula não via isso? Parecia que não, a paixão é mesmo cega. Mas assim era o Chico, com uma conversa insana e na qual ele parecia acreditar piamente... nos minutos em que tinha. Depois disso comecei a reparar mais atentamente e, de facto, era assim que o rapaz conquistava namoradas. Com palavreado sem nexo, imagens de um futuro brilhante ao lado da rapariga, ainda que ela fosse uma desconhecida, e um desaparecimento rápido na sua imparável Scooter.

Enfim...

A Paula hoje é uma mulher realizada. Casada com o homem que escolheu e que a ama, com um filho maravilhoso. Encontro-a uma vez por ano, num jantar de amigos onde toda a gente ri muito, recordando episódios bons e maus, mas todos saudosos, daqueles tempo.

O Chico? Ninguém fala dele. Porque ninguém se lembra. Nunca mais o vi. Nunca mais soube nada. Até hoje, nunca o recordei.

Porque é essa a energia de quem não se dá. De quem nada tem de verdadeiro e bom para oferecer. Um dia... ninguém se lembra de que existiu. Porque nada deixou para recordar.

segunda-feira, julho 19, 2010

Super heroinas...


Depois dos últimos 4 dias, fiz uma descoberta.

Dsscobri finalmente quem são os verdadeiros super-herois deste mundo.

Para vos dar uma pista...
Têm mais força do que o Super-Homem, mais energia do que a Lara Croft, mais agilidade do que o Homem Aranha e mais resistência do que o Batman...

Andam por aí todos os dias e mal damos conta da sua existência. Ainda por cima, são responsáveis por grande parte da educação da humanidade.
E não, não é nada fácil.

Este post é um ode aos verdadeiros Super-Heróis...
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... AS MÃES SOLTEIRAS!!!!!

terça-feira, junho 08, 2010

Porque me diz respeito...

Já postei este vídeo no facebook, mas não me "livro" da sua mensagem e por isso, resolvi que viria para aqui também.

Fui atacada pelo vírus da responsabilidade social? Advogo o reinado dos vegans...? Nada disso.

Mas foi através de uma conversa que me dei conta de uma coisa. Há respostas que nós não sabemos dar, porque pura e simplesmente não fazemos as perguntas. Porque é confortável ficar no nosso sofá, sem questionar o preço dos nossos hábitos de vida!

Em criança aprendi a beber leite com a imagem daquele velhote simpático que vai com um balde ao estábulo para tirar leite das vaquinhas simpáticas... que até o têm em demasia! E depois disso nunca me perguntei se ainda assim seria.

Aqui, para mim,não está em questão se o leite faz mal ou bem, se deveríamos bebê-lo ou comer carne, ou qualquer uma dessas questões. Essa é outra discussão. Para mim, o que está em causa neste vídeo - e este é apenas uma resposta de tantas perguntas que não fazemos - é a desumanidade contida nas nossas escolhas. A falta de consciência.

Para quem gosta e quer beber leite e os seus derivados, não haverá outra forma de o fazer? Uma que não envergonhe a nossa raça? Uma que dignifique os animais que co-habitam connosco, em vez de os maltratar? Uma que não enriqueça cada vez mais corporações que nada têm na cabeça que não o poder, a qualquer preço?

Recuso-me, pura e simplesmente, a acreditar nisso. E recuso-me a fingir que não sei, apenas porque não faço as perguntas certas. Para mim, já não funciona.

quinta-feira, maio 13, 2010

Cada vez mais nosso...

O nosso mundo

Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos
Como um divino vinho de Falerno
Poisando em ti o meu olhar eterno
Como poisam as folhas sobre os lagos...

Os meus sonhos agora são mais vagos
O teu olhar em mim, hoje é mais terno...
E a Vida já não é o rubro inferno
Todo fantasmas tristes e presságios!

A Vida, meu amor, quero vivê-la!
Na mesma taça erguida em tuas mãos,
Bocas unidas hemos de bebê-la!

Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...
Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?...
O mundo, Amor!...As nossas bocas juntas!...

Florbela Espanca

terça-feira, maio 11, 2010

Espelhos

Carolina amava-o.
Pensava que sim. Sentia-o. Fantasiava-o. Sonhava-o.
Na verdade, somente acreditava que o amava. Nunca uma palavra trocara com ele, desde a noite em que o encarara, no Baile da aldeia. Desde esse sábado, todos os dias caminhava de outra forma, na esperança de dar um vislumbre de elegância. Penteava o cabelo como nunca o fizera antes, solto, brilhante e sedoso, esquecendo a trança simples doutrora. Esquecera as camisas largas e as calças confortáveis, trocando-as pelas justas, e pelas camisolas e decote em V.

Mas era muito raro encontrá-lo ao longo da semana, pois Bruno era da aldeia vizinha, onde também trabalhava. Por vezes, lá aparecia no Café da Esquina, para jogar Snooker com os rapazes. Mas era raro.

Porém, aos sábados, Carolina enfeitava-se com colares de contas e conchas, brincos compridos e pulseiras douradas. Por vezes vestia saia. Colocava os sapatos de salto. Pintava os olhos com eyeliner preto e colocava o baton cor de rosa.

Rodopiava com os rapazes, sem os ver, sorrindo sem vontade, na esperança de um olhar de Bruno, um sorriso, uma palavra.

Ele não a via. Não a conhecia. Era como se ela não existisse para ele. Conversava com algumas raparigas da aldeia, ou com outras que o acompanhavam ao Baile. Dançava pouco. Mas nunca a olhara. Ela amava-o. Ele não a via.

...

Ricardo olhava com um misto de ternura e tristeza para a rapariga que com ele dançava. Dançava com ele, apesar dos seus belos olhos lhe fugirem para a figura do rapaz da aldeia vizinha. Nunca o encarava. Sorria sem vontade. Não via como Ricardo se vestira com cuidado, colocara o perfume caro, que mandava vir da cidade, só para os dias de Baile.

Carolina fora desde sempre a princesa do seu coração, desde que lhe emprestara a borracha de cheiro a maçã, na Escola Primária.

Amava-a. Ela não o via.

Decoração

Estive em obras, aproveitei e redecorei a "casa"!
Espero que gostem.

quinta-feira, maio 06, 2010

Piada para papás e mamãs de bebés pequenos

E disse ele ao telefone, no dia anterior a começar a licença de 30 dias, para ficar com a bebé.
- Podemos combinar qualquer coisa para a semana. Eu agora vou ficar em casa um mês. Tenho todo o tempo do mundo.






LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL