segunda-feira, dezembro 10, 2007

Prémio II

A Patrícia resolveu premiar-me, hoje. Não é nada mau receber um prémio pela segunda vez...

Aproveito por isso, para voltar a deixar a mensagem para os meus "antigos" premiados, que não levaram o prémio.

Olavo - http://comentariosdepassagem.blogspot.com/
Carol - http://nomeiodosbifes.blogspot.com/
Sandra -http://palavras-a-fio.blogspot.com/
Mia - http://mia-amigos-e-companhia.blogspot.com/

Direitos Humanos: um "pequeno" grande pormenor

A Ana (nome fictício) é uma filha da prostituição. Nunca soube ou saberá quem é o seu pai, uma vez que a mãe também não o sabe.
Prostituta e toxicodependente, a mãe dela deixou-a, desde os 25 dias, ao cuidado dos avós. Por isso, até aos 5 anos, a Ana conheceu o calor de uma cama, o conforto de um colo ou de um beijo, o prazer de uma refeição quentinha e saborosa.


Com um novo casamento e dois filhos, a mãe da Ana veio buscá-la com essa idade e os avós, que não tinham regulado a situação em tribunal, nada puderam fazer. Mais tarde, houve quem ouvisse a mãe da Ana justificar a presença da filha lá em casa como mais um aumento do Rendimento Social de Inserção.


Talvez a Ana a fizesse lembrar o seu passado. Talvez não gostasse dela. Talvez se portasse pior do que os irmãos. Talvez tantas coisas...


A Ana apareceu na escola muitas vezes marcada, antes de ser sinalizada à Comissão de Protecção de Menores. Às vezes, a mãe cortava-lhe o cabelo curtinho, "só porque sim". Não a deixava tomar banho de água quente, apesar de todos os outros o fazerem lá em casa. Não lhe comprava material escolar, tendo os avós que o fazer.
Os técnicos intervinham, mas o tempo passava, a mãe da Ana prometia melhorar algumas coisas e jurava que tantas outras eram mentira dela, para ir para os avós "que tinham mais dinheiro".


A Ana comia restos e dormia no chão. Houve muitas outras coisas, que só se soube mais tarde, porque a Ana não contava tudo.

A Ana tem 13 anos, neste momento. Fugiu de casa aterrorizada, depois do padrasto a ter tentado violar várias vezes, e finalmente foi colocada na casa dos avós. A mãe continua a dizer que é tudo mentira. Quem olha a fundo para os seus olhos tristes sabe que não. Que é tudo verdade...


Este é um dos milhares de casos que temos entre nós. Só para recordar os direitos das crianças.



Em 20 de Novembro de 1959, a ONU fez a Declaração dos Direitos da Criança, com 10 artigos:

1- A criança deve ter condições para se desenvolver
física, mental, moral, espiritual e socialmente, com liberdade e dignidade.
2- A criança tem direito a um nome e uma
nacionalidade, desde o seu nascimento.
3- A criança tem direito à alimentação,
lazer, moradia e serviços médicos adequados.
4- A criança deve crescer amparada pelos pais e sob sua responsabilidade, num ambiente de afecto e de
segurança.
5- A criança prejudicada
física ou mentalmente deve receber tratamento, educação e cuidados especiais.
6- A criança tem direito a educação gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares.
7- A criança, em todas as circunstâncias, deve estar entre os primeiros a receber protecção e socorro.
8- A criança deve ser protegida contra toda forma de abandono e exploração. Não deverá trabalhar antes de uma idade adequada.
9- As crianças devem ser protegidas contra prática de
discriminação racial, religiosa, ou de qualquer índole.
10- A criança deve ser educada num espírito de compreensão, tolerância, amizade, fraternidade e
paz entre os povos.

sábado, dezembro 08, 2007

Direitos Humanos

Dia 10 de Dezembro comemora-se o Dia dos Direitos Humanos.
O Sam deu origem à Campanha.
Tudo o que é necessário é um texto sobre o assunto e a nossa energia colectiva. No blog dele, está toda a informação.
Vamos entrar?????

sexta-feira, dezembro 07, 2007

A frase da minha vida

Eu sei que não tenho propriamente um ar frágil, nem costumo deitar a cabeça nos ombros dos outros e chorar. Só mesmo às vezes, e com "outros" muito especiais.

Eu sei que nasci com um ar confiante, que quase nunca reflecte o interior, e que o facto de olhar para a frente e não para baixo, apelida-me, muitas vezes, de arrogante.

Eu sei que olho os outros directamente nos olhos, porque gosto de encarar a alma por detrás de cada ser que encontro nestas passagens.

Eu sei que tenho alguma dificuldade em me fragilizar, embora tenha cada vez menos, e que não suporto sentir-me uma vítima. Que prefiro responsabilizar-me pela minha própria vida, ainda que por vezes seja imensamente doloroso.

Mas quando dói, quando me perco no meio das situações, quando não me apetece levantar da espada e ir em frente, e me dizem "TU SUPERAS TUDO", há um sorriso amargo no meu ser. Uma ironia por detrás desta trama,um castelo que eu construí e que não parece destruível.

Eu não supero tudo.
Eu tenho muitas vezes medo, acho que não estou à altura dos acontecimentos. Eu nem sempre sei o que quero. Desejo tantas vezes que tomem conta de mim, apesar de saber também que quando o tentam fazer, luto contra isso com todas as minhas forças.

Não sou mais forte do que ninguém. Se calhar, a diferença,é que também acho que não sou mais frágil do que ninguém.

Mas, definitivamente, não gosto que me digam "tu superas tudo".

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Grrrrrr!!!!!

"Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te"
Shakespeare

Perdida

Se alguém me encontrar por aí, pode avisar-me, por favor?

terça-feira, dezembro 04, 2007

O melhor elogio

Encontrei a E. a trabalhar numa gelataria, num final de tarde chuvoso. Olhei para ela e não pude deixar de sorrir, enquanto me vinham imagens de uma menina de 16, 17 anos, rebelde, curiosa, birrenta e difícil.

Assim que me viu, sorriu e, meio envergonhada, veio abraçar-me. Ali estava aquela mulher de 21 anos, crescida, a perguntar-me como é que eu estava e onde trabalhava, agora.

Foram dois anos especiais, aqueles em que eu e a V. criámos o "grupo de raparigas" onde, semanalmente, nos reuníamos por duas horas, para "falar da vida".

- Crescer é difícil. - disse-me enquanto limpava a bancada. - Hoje percebo que aqueles tempos não eram tão maus assim.
- Tens estado com as outras? - pergunto.
- Sim, muitas vezes. Falamos muito de como éramos e de como cada uma seguiu uma vida diferente. Mas sabes, há uma diferença entre nós e as outras raparigas da nossa idade. É que por mais difícil que a vida seja, nós conseguimos sempre saber o que é que estamos mesmo a sentir e decidir de acordo com isso, sem culpar ninguém. Isso aprendemos contigo e com a V.

Olho novamente para aquele menina-mulher com os olhos cheios de lágrimas, tentando perceber se ela tem noção de que acabou de me dar o maior elogio que eu recebi e, provavelmente, que receberei para o resto da minha vida. Sei que não tem essa noção. Mas agradeço à vida poder ter passado na vida dela, um dia, e ela na minha.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Vidas

A D. Isabel partiu ontem de manhã, depois de 77 anos de uma vida dura. Não tive muito contacto com ela. A primeira vez que a vi foi há uns 10 anos e estava bastante envergonhada, pois entrei na casa dela às 3 da manhã, depois de ter perdido todos os transportes e passei a noite com o N.

Ela não fez qualquer comentário e resolveu a dissonância dentro dela começando a tratar-me por "a noiva do N.". Depois disso, vi-a mais 4 ou 5 vezes. Sempre amável e, depois de puxar conversa, com uma lágrima no olho, fruto de uma vida que não correu como esperava.

Não casou com o homem que mais amou, depois do marido falecer começou a passar dificuldades, para além do filho toxicodependente que ela se recusava a abandonar e a quem dava todo o (pouco) dinheiro que tinha. Se não a mãe a ficar com ele, quem mais o fará? A saudade dos netos é que a desgastava.

Criou o N. como uma mãe, e por isso ele lhe chamava carinhosamente Avó Isabel. Achamos que ela finalmente está em paz. Provavelmente, esta era a única forma de o conseguir, pois o cansaço da vida que levava estava de facto a matá-la. E conseguiu fazê-lo.

Gosto de pensar que ela olhou para a sua vida e viu momentos de ternura, de amor, alegria. Que não se arrependeu das suas escolhas. Que encontrou um sentido. Dói menos.

Foi amada e não será esquecida.

segunda-feira, novembro 26, 2007

O outro lado da moeda (again)

O despertador toca e são 7 da manhã. Não quero acordar, mantenho-me na cama até às 7h20, numa ronha morna e sonolenta.
Levanto-me e, ao chegar à cozinha, a aberrante visão de uma montanha de louça para lavar!!!
"Porra!"
Enfureço-me. Discuto com o N, não para o culpar (ele nem esteve em casa ontem), mas para extravasar. Chamo o L. e dou-lhe uma descompostura das grandes. Se eu cozinho, eu não lavo a louça e este TEM de ser lavada. Entendidos? Ele começa a lavar a louça.
Saio porta fora a pensar porque é que uma pessoa acorda bem-disposta a uma segunda-feira de manhã para ter de encarar coisas destas.

Estranhamente, vem uma resposta diferente das habituais.
"Porque TENS uma família. Porque cresces dentro desse ninho, com as bençãos e responsabilidades próprias desse estado. Porque ela é a portadora dos teus maiores desafios e é por isso que se chama Família. Os teus maiores desafios estão ao teu lado, para mais facilmente os poderes ver e ultrapassar."

Resposta estranha e sábia. Algo mudou por aqui. Ainda não sei definir, mas sinto-me novamente bem-disposta. E a louça ficou lavada.

domingo, novembro 25, 2007

True Love

Foi aos 17 a primeira vez que os pais o deixaram sair à noite. E era uma noite especial,o baile do liceu.
Entusiasmado, ansioso, feliz,vestiu a sua melhor roupa e caminhou até à noite mágica.

A primeira vez que saía, nada podia ser desperdiçado. E ali estava ela. A razão da sua existência. A rapariga mais bonita da escola. Olhava-a de soslaio, envergonhado, enamorado, sonhador.

"Black magic woman", a música que tanto gostava, nos Top's, na altura. Encheu-se de coragem e convidou-a para dançar. Era uma noite mágica. Ela aceitou dançar com ele.
Senti-la nos braços, ao som da sua música preferida. Cheirar o seu cabelo, sentir a maciez da sua face. Existem instantes que duram para sempre. E ainda assim são curtos demais.

A música acabou e levou-lhe a sua amada. Ele não era popular, tinha uma bicicleta. Outros tinham motas, ou carros.

E 40 anos se passaram.

Um dia, algum tempo depois do seu divórcio,trabalhava no escritório quando, na rádio, se ouve o som de "Black Magic Woman". Parou o que estava a fazer. Cada acorde trazia a sensação de a ter nos braços,o coração afogueado, o cheiro do seu pescoço. O amor puro e forte que sentia por aquela rapariga. A emoção do primeiro amor.

Resolveu ligar-lhe. Conseguiu o número através do liceu. Falaram duas horas e meia ao telefone. Combinaram encontrar-se. E, desde esse encontro, nunca mais se separaram.

Ele viaja muito a trabalho e ela acompanha-o. Quando não o faz, o reencontro é cheio de abraços, beijos e risos.

Quando olho para eles, não me é difícil ver um menino de 17 anos completamente apaixonado pela rapariga mais bonita da escola. E o olhar de admiração e amor que ela lhe oferece aquece o coração de qualquer um. Vê-los é uma prova de que tudo é possível.

sábado, novembro 24, 2007

Coaching

Ontem, fez 6 meses que fiz a minha certificação em Coaching. 10 dias tão especiais que, a cada vez que penso neles, ainda sinto um calor no coração.

Fizemos um jantar, onde só puderam estar algumas pessoas, mas com a feliz coincidência de poderem estar presentes os formadores, que não vivem no país. Senti uma alegria imensa por, naquele grupo, não existir o factor tempo (coisa que só sinto num número especial de amigos). Era como nunca nos tivéssemos afastado. Foram 5 horas de intensa alegria, conversas interessantes um verdadeiro e profundo afecto por todos.

E ouvir o Manfred, um ser humano magnífico, com um coração do tamanho do mundo. E sua simplicidade, sabedoria e alegria. Uma daquelas pessoas que, sem dúvida, causa aquele desejo... "quando for grande,quero ser como ele!"

Nele, é fácil recordar a filosofia do coaching.
O cliente tem as respostas.O coach, as perguntas.

quinta-feira, novembro 22, 2007

New Shopping in town

Na busca dos presentes de Natal para a filhota (sim,aos 3 anos já se escrevem cartas ao pai Natal... cartas muito assertivas!!!! :)), fui ao Jumbo, que agora faz parte do novíssimo Centro Comercial Allegro.

Já tinha visto coisas equivalentes, mas ainda assim, fiquei boquiaberta. A febre do Natal faz mal aos comerciantes,definitivamente. É que abriram um Centro Comercial que está, literalmente, em obras. Os elevadores ainda não funcionam, 80% das lojas está fechada, o chão está sujo de cimento, tinta e sabe Deus que mais. Polícia ali à volta,porque,com as obras na estrada, e os camiões de mercadoria à mistura, o trânsito está um caos.

No meio da minha incredulidade e sentido crítico, recordei que há um equilíbrio em tudo, só temos que o procurar.

:) Ali estava o outro lado da moeda, o lado positivo da coisa. Uma FNAC linda, enorme e cheia de coisas maravilhosas, mesmo pertinho da minha casa!!!!!

Isto de olharmos para o lado bom tem que se lhe diga!!!!!

quarta-feira, novembro 21, 2007

Prémio Inesperado!!!! :)

Surpresa boa!!!! No dia em que decido mudar 99% das coisas na minha vida, recebo um prémio da Solitude, sobre uma das coisas que mais gosto de fazer: escrever!!!! O universo é rápido a dar respostas...

Agora, há que seguir as regras indicadas:

1. Indicar quem foi que atribui o prémio - Solitude - http://solitudenight.blogspot.com

2. Atribuir o prémio a 7 blogs que considere "até não são mau blogs" ... para mim são fantásticos, e uma companhia diária!
...e eles são...

Solitude - http://solitudenight.blogspot.com - é com prazer que te retribuo o prémio!!!!

3. Fazer referência ao criador deste prémio - http://nporca.blogspot.com/

Transformação


Quero que seja hoje!!!

segunda-feira, novembro 19, 2007

Animais de Palco

Uma banda de animais.
Uma girafa e um macaco apaixonados. Um leão e uma hipopótamo muito especiais. Uma gata muito sexy.
O amor, a salvação do planeta e muita música.

Finalmente fomos ao teatro com a princesa. Adorou. Os olhos brilharam do início ao fim. Batia palmas com todo o corpo, cantou com os "bichos". Quase chorou quando as personagens se zangaram.

- "Mamã, amanhã vai ser tudo "difente"!

À noite, pediu-me a história dos animais e perguntou-me se podíamos comprar o filme....

É tão fácil fazê-los felizes...
Para dizer a verdade, fez-me feliz a mim também. Valeu a pena ver a peça. Muito humor, inteligência, e a versão mais sexy de todos os tempos da canção "Ao passar a ribeirinha".

A não perder mesmo!

Manhã de Inverno

Com este frio.... e todo este sono...

... nada com uma belíssima chávena de café quentinho!!!!

sexta-feira, novembro 16, 2007

Espiritualidade humana

Li uma vez, num livro, que não somos seres humanos em busca de um caminho divino, mas sim seres divinos a caminhar por um trilho humano. Achei bonito.

Considero-me um ser espiritual, desde que se entenda que não acredito numa espiritualidade que não abarque a minha humanidade.

Procuro o melhor de mim, um ser mais sábio que me habite e me indique quais os caminhos a seguir, quais as respostas reais aos desafios que me são colocados. Mas gosto de ser humana. Gosto de ter um corpo, um rosto. Gosto de sentir a água na pele, quando tomo duche, gosto do sol que me aquece. Gosto de vivenciar emoções, confesso que não só as boas. Procuro intensidade em quase tudo.
E não, não gosto de me sentir só, desamparada, culpada ou inútil. Mas isso também sou eu, em alguns momentos, e não acredito que essa parte de nós esteja fora de Deus, tenha essa palavra o significado que tiver, para cada um.

Por isso não quero, não quero que o melhor de mim seja apenas o sorriso, a compreensão maior, a sabedoria que não abraça as lágrimas. Não quero que o exemplo de quem sou seja apenas aquilo que faço "bem", perfeito, sem mácula. Quero que o exemplo de mim seja a minha humanidade, as entregas em que dou luz e alegria, e aquelas em que me escondo, me enrolo sobre mim mesma e peço ajuda. Porque ainda assim, faço aquilo que consigo. Porque ainda assim, é o melhor de mim, naquele instante. E isso é tão espiritual como outra coisa qualquer.

segunda-feira, novembro 12, 2007

1º livro, página 161, 5ª Frase Completa

Pegando no desafio da Neptuna, cá vai:

"As etiquetas nos cestos ou caixas com um exemplar, uma figura ou uma fotografia podem ajudar as crianças mais velhas a arrumar os brinquedos naqueles dias em que esvaziaram todas as caixas."
Educação de Bebés em Infantários, Jacalyn Post e Mary Hohmann.

Formação a quanto obrigas.

Passo o desafio à Joana, à Carol e à Sayuri.

1º) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2º) Abra-o na página 161;
3º) Procurar a 5ª frase completa;
4º) Postar essa frase no seu blog;
5º) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6º) Repassar para outros 5 blogs.

Gosto...

De castanhas cozidas com erva doce.

Sabem-me a infância, a colo de mãe. A tardes passadas com a família, a histórias antigas, a inocência.

Sabem-me a quente, a barriguinha cheia, a sorrisos e brincadeira.

Sabem-me a história...

domingo, novembro 11, 2007

Mãe leoa

Tínhamos 45 minutos para chegar ao teatro. Tempo mais que suficiente.
Ontem chegámos lá e não havia bilhetes. Comprámos os últimos para hoje.

Bolinha de Sabão, o nome da peça. A filhota estava excitadíssima, era a sua estreia no teatro. A mãe e o pai não lhe ficavam atrás.

Mas havia uma corrida de atletismo. Até aqui, tudo bem. O problema é que, na manhã de Domingo, para quem mora onde eu moro, não se saiu de casa. Três saídas diferentes, cortadas todas ao trânsito, deixando os carros a andar em círculos e sem poder sair. Se fomos avisados com antecedência? Não. Mesmo que fossemos, o que nos diriam? "Não saiam de casa no domingo, porque não há saídas possíveis para automóveis?"

De facto,há coisas que não entendo.

E enquanto regressávamos a pé para casa - com o carro estacionado num local qualquer, às 11h25, com a miúda a chorar desalmadamente por não ter ido ao "teato", eu rezava para que ninguém se dirigisse a mim,porque as garras estavam, definitivamente de fora. Naquele momento, se eu apanhasse um político, um polícia - ou mesmo um atleta - tinha-lhe arrancado os olhos à dentada.