quinta-feira, outubro 04, 2007

Ai, Portugal, Portugal...

Eu JURO que sou dos raros seres que não gosta de falar mal do país, que tem a ingenuidade (para muitos) ou a cegueira (para outros tantos) de acreditar que faz-se o melhor que se pode com o que se tem e que não é assim tão mau.

Mas quando temos a filha pequena doente, acordamos de madrugada para marcar a estúpida consulta no Centro de Saúde (se é uma urgência,porque raio temos de nos levantar de madrugada para marcar a consulta ao longo do dia? É uma urgência!!!!!) e nos dizem que, como não sabem se o médico vem ou não (ele tem o hábito de faltar ao trabalho sem avisar!!!!????) não marcam consultas, até porque não há outros médicos para urgências....

- Ligue por volta das 13h30 e já sabemos se ele veio ou não. Depois,se houver vaga, marca.

???? O que raios é isto?
E pedem-nos para ir ao Centro de Saúde antes de ir ao hospital....

O mais triste é que um telefonema para a pediatra (aquela a quem pagamos 70 euros por consulta) resolveu a coisa em 10 minutos. Consulta marcada, conselhos dados, problema resolvido.

O que nos vale é que o sistema de saúde em Portugal continua em grande!!!!! Para quê pensar nos milhares de pessoas que não têm 70 euros para pagar e ficam com as crianças doentes,ou rumam para o hospital para esperar horas até serem atendidas, pois não tinham a cartinha do Centro de Saúde????

segunda-feira, outubro 01, 2007

Ser Criança

Para quem, como eu, alega um aproveitar intenso do presente, um auto-conhecimento consciente como forma consistente de atravessar esta existência, tenho em casa um ser com 3 anos de existência que é uma verdadeira mestra do AQUI e do AGORA.

Depois de uma noite de febre, acordámos para um dia em que - pensava eu – tudo iria melhorar! Então vieram as dores de ouvidos, as fantásticas dores que surgem nos piores momentos e para as quais basicamente NADA ajuda.
Ligar à pediatra, continuar o antibiótico,não esquecer o benuron. Enfim, encher a criança de porcaria e a mãe de preocupação.
A diferença é que, enquanto a mãe mal consegue respirar o tempo todo, perante a sensação de impotência, a preocupação e a ansiedade, há um momento, a meio de toda esta “tragédia”, em que as dores acalmam e começa a dar no Canal Panda (canal exclusivo cá da casa) a música do “Viky, o pequeno golfinho” – não, não precisam de saber qual é!!!!.

- Mãe, podes dar-me os meus sapatos?
- Porquê, meu amor?
- Quero dançar!!!

E eu fui calçar-lhe os sapatos, fitando-a atónita enquanto ela cantava e dançava até a música acabar. Em seguida, voltou a deitar-se no sofá, tranquila. Não há dores, não há stress.

De facto, ser criança é um estado de graça. Elas SABEM aproveitar a vida.

quarta-feira, setembro 26, 2007

The Police

Inesquecível!!!!

Fantástico. Um serão único,cheio de boa música e boa energia, num ambiente em que a banda se diverte tanto quanto nós, um público entre os 7 e os 77 anos.

Obrigada pelos momentos em que fizeram renascer (e recordar) a essência dentro de nós!

Absolutamente LIIIINDO!!!!!

segunda-feira, setembro 24, 2007

A caixa



Soube imediatamente o que tinha nas mãos, quando agarrei aquela caixa antiga e gasta pelo tempo, perdida entre albuns de fotografias repletos de teias de aranha e pó, no velho sotão revestido a madeira da casa grande, como lhe chamávamos.

Não era como eu imaginava, em veludo vermelho, reluzente, como o esplendor do seu conteúdo, contado tantas vezes pela voz da minha avó, cujos olhos cansados regressavam ao brilho dos 17 anos, sempre que falava nessa história.

Era uma história igual a todas as histórias que fazem as meninas sonhar. Um amor antigo, único, perfeito, que não se concretizara, perdido nas desventuras habituais do coração. E que, antes de se desvanecer,tivera os sumarentes beijos escondidos, bilhetinhos secretos, abraços quentes nas noites de luar e, claro, as rosas vermelhas.

Apertando a caixa, que afinal era em metal, com desenhos antigos de dois amantes, apagados pela ferrugem, eu fechei os olhos, relembrando as palavras da minha avó.

- Com ele partiu o meu coração e a minha juventude. Ficou uma caixa, com um retrato que me fez, 2 cartas de amor, e 6 rosas vermelhas. E a vida continuou.

Cresci com a lembrança daquele amor único, que não era o meu, mas que me arrebatava o coração para a fuga nas noites de luar, como se os beijos escondidos debaixo da janela fossem para mim.

Agora, com aquele tesouro nas mãos, sabia que tudo fora verdade e não mais um devaneio de uma velhota senil que, segundo o meu pai, nada mais fazia que não encher-me a cabeça com ideias aparvalhadas que me paravam o cérebro.

Quis abri-la. Cheirar o perfume do amor, nas rosas vermelhas, e ler cada carta como se a doce carícia das palavras ardentes fossem dirigidas a mim. Olhar o retrato da minha avó, cujos traços haviam sido desenhados pela mão da paixão avassaladora e deleitar-me no encanto das memórias.

Mas não era a minha história. Não eram os meus segredos, as minhas fugas da cama para os braços do meu amante. Não era o meu rosto desenhado. Não eram as minhas rosas.

Eu abriria uma caixa velha e encontraria, provavelmente, um rolo de papeis amarelados e baços, comidos pelas traças e pelos anos. Encontraria um retrato cujos contornos teriam sido esquecidos no papel. E encontraria rosas secas, sem a cor e a frescura do amor.

Abrir a caixa? Não. Mantê-la assim, fechada entre as minhas mãos, de olhos fechados, ouvindo as ternas palavras da minha avó e inspirando o aroma das rosas. Nessa memória,estaria a essência do seu amor.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Stress e dores de garganta


Parece um título de um livro, mas não...

... é MESMO como me sinto hoje!!!!

sexta-feira, setembro 14, 2007

Perspectivas...

A do Benjamim...
A da Clara...
Clara encostou-se à porta entreaberta, levando as mãos à boca, num gesto de assombro e estupefacção.
- Não posso acreditar que me fez uma maldade dessas, avó Chica!!!! - exclamou zangada.
A anciã, que já era velha quando Clara nascera, encolheu os ombros. Baixou o olhar, embaraçada, enquanto sacudia pó inexistente do avental gasto.
- O que é que queres, filha? O rapaz anda desesperado,não pensa em mais nada senão em ti.
- E por isso encomenda-lhe feitiços!!!! - resmungou a jovem. - Se ele pensa que isso muda alguma coisa...
A avó Chica olhou-a com expressão reprovadora e continuou o seu caminho.
Clara voltou para dentro, ainda furiosa e triste com a situação. Porque é que todos a recriminavam? Não poderia ser ela a dona do seu destino?
Benjamim era uma pedra no seu sapato. Desde a escola primária que a seguia para todo o lado. Nessa altura, não parecera tão mau. Fazia-lhe companhia no caminho para casa, levava-lhe os livros, ajudava-a nos trabalhos de casa e até a levara às cavalitas naquelas três semanas de pé engessado, depois da queda no riacho.
Porém, ao longo dos anos, a obsessão de Benjamim tornara-se cada vez mais incómoda.
A carta que lhe enviara, semanas antes, perfumada e bonita, cheia de elogios e palavras quentes, fora respondida por Clara com um simples e caustico "Não".
Bem lá no fundo gostara de a receber,pois Benjamim sabia usar as palavras e o fogo ardente da sua paixão enchia de vaidade Clara. Sobretudo quando as amigas se roíam de inveja por não terem,também, um tal pretendente. Mas não podia encher o rapaz de esperança.
Benjamim continuara a sua luta fogosa com um cartão, todo engraçadote, onde a resposta Sim ou Não estavam à distância de uma simples dobragem nos cantos. Clara riu-se com o atrevimento mas, ainda assim, reenviou a carta com mais uma desilusão para o pretendente.
Depois, chegaram os recados. E, com eles, os conselhos dos seus mensageiros.
- Toma tento, rapariga. Olha que nunca encontrarás outro assim.
- Quando é que vais dar uma oportunidade ao desgraçado?
- Não sei como é que podes ser tão insensível...
Quanto mais a recriminavam, mais resoluta Clara se sentia. Ninguém se meteria na sua vida. E mais zangada ficava com Benjamim.
"Quando o encontrar, digo-lhe das boas."
Mas ele desapareceu como por encanto. Ninguém o via. Ninguém sabia dele. A raiva de Clara foi-se diluindo com o tempo, e a ausência das cartas, dos recados,dos olhares de Benjamim trouxeram-lhe uma estranha ansiedade. Onde andaria ele?
"Talvez metido noutra paixão louca!!!!" - e este pensamento trazia a raiva de volta.
Foi no Baile de Verão que o encontrou.
Contava às amigas as peripécias que Benjamim lhe fizera, rindo-se como se a sua ausência não lhe pesasse a alma. E ele apareceu. Mais magro, os olhos escuros profundos e o mesmo olhar encantado pousando nela.
Veio a Rumba. E Benjamim, dirigiu-se a ela.
"Vai convidar-me para dançar. Oh, que se lixe, vou aceitar, assim tenho oportunidade de lhe dizer o que me está entalado..."
A mão dele na sua cintura,uma carícia fugaz. O olhar escuro mergulhado no seu. A sala que rodopiava como se não estivesse lá ninguém. Nunca reparara como era fácil perder-se naquele olhar. Nunca se apercebera das saudades que sentira dele. Nunca reparara o quão fácil era corresponder àquele sorriso.
- Dá-me um beijo, Clara.
- ... sim.
E, ao tocar a suavidade dos lábios do jovem, Clara pensou que, afinal, talvez o feitiço da Avó Chica tivesse dado certo....

... cheiro de caramelo

Tresandava a peixe, ainda não tinham batido as sete. Lá ia eu, passadeira acima,com a minha avó,a caminho da Lota,procurar entre as sardinhas, carapáus, polvo, conquilha e berbigão, algo que se transformasse num almoço saboroso e em conta. Só depois o peixe seguia para o Mercado, em caixas de madeira transportadas pelos pescadores que discutiam numa literal algarviada incompreensível.

Era assim o Verão na Ilha de Faro. Nada de silêncio,maresia e paz. Ali, ouviam-se os 718 aviões diários, que levantavam vôo à distância de 3 km, o roncar ensurdecedor dos carros,à hora do almoço, com lisboetas de férias à cata do famoso arroz de lingueirão e os gritos incessantes dos meus amigos, surgindo na porta de entrada, a cada 15 minutos.

Só à noite, quando o resto do mundo se recolhia, ficava eu e a minha avó, o som da novela da televisão a preto e branco e o cheiro do caramelo que serviria de cobertura à tarde de amêndoas. Que saudade da tarte de amêndoas!!!!

quarta-feira, setembro 12, 2007

Filhota....

À despedida, do rosto dela surgiu uma tristeza que logo foi substituída pela distracção das outras crianças e pela alegria da brincadeira.

O meu coração é que se manteve triste o dia todo....

sexta-feira, setembro 07, 2007

Loucura

Abriu os olhos, com as cortinas ainda fechadas e a suave penumbra do quarto a inundar-lhe os sentidos com pequenos pontos luminosos. Olhou para o lado onde, na pequenina mesa de cabeceira redonda, repousavam os poucos comprimidos que restavam, velhos companheiros de viagem. Pegou na caixa de cartão e ficou imóvel, a mão no ar, estática, perante o pensamento que lhe trespassou a mente. Não, nesse dia não os tomaria.

Como seria voltar a pensar por si mesma? Sorriu, perante a ideia de se passear pelas ruas da cidade, com as meias de vidro rendadas a surgir por baixo do minúsculo vestido azul, dizendo tudo o que lhe surgia na mente.

Provavelmente, todos se afastariam, franzindo o nariz. Sim, porque ouvir a loucura pela manhã faz, por certo, comichão no nariz. Mas estava plenamente decidido.

Tomou um duche e aprontou-se como se para uma festa. Abriu a janela, permintindo ao vento fazer-lhe festas no cabelo.

As nuvens cinzentas anunciavam um dia instável e escuro. Dia de guarda-chuva, diriam os outros. Sorriu novamente. Ela, se levasse algum, seria um guarda-chuva de chocolate. Nessa manhã, a vida sabia-lhe bem...

quinta-feira, setembro 06, 2007

Palavras a cores?...

Colocava sempre a saia de folhos amarela. Penteava os sedosos caracois e prendia-os com ganchos coloridos. Só depois de se olhar ao espelho subia para o telhado. Sentava-se entre as telhas laranja, com o seu sumo de frutas gelado e ficava a observar o campo verdejante e fresco, cheio de papoilas.

Por vezes,a música na igreja fazia-a sorrir,imaginando o casal de noivos a sair ao som dos sinos, juntamente com os alegres convidados, num rebuliço total.

Era uma festa, poder deitar-se ao sol e sentir a pele bronzeada a aquecer e os folhos da sua saia dançando com o vento. Se fechasse os olhos e imaginasse um sonho, ainda assim não seria mais belo do que a sua realidade.

...ou a preto e branco????

A noite começava a surgir e o cinzento escuro e frio da tarde enregelava-lhe os ossos velhos e cansados de uma vida de trabalho duro.

Saiu para a rua,com o casaco russo e as botas enlameadas,embrenhando-se na rua alcatroada e suja,iluminada pelo fraco e único candeeiro existente.

Os prédios em obras inacabadas,cheios de lixo e solidão, pareciam caveiras naquela cidade fantasma.

segunda-feira, setembro 03, 2007

O Ludo

Era sempre uma viagem quente. Essa era a minha mais forte lembrança, ao recordar-me daquelas intermináveis viagens ao Ludo.

Um bando de miúdos irrequietos,descalços e meio despidos, a desbravar caminho por entre aquilo que mais nos pareciam pântanos.

Íamos ver a vegetação e as aves da Reserva, costumava dizer o Zé. Mas tudo o que eu de facto me lembrava era da sensação do pó acumulado à transpiração de Agosto às três da tarde, uma mistura barrenta e pegajosa, que fazia o corpo parecer mais áspero e quente.

Caminhávamos quilómetros por entre a densa vegetação da Reserva. As pernas robustas e fortes dos rapazes aguentavam a distância e o calor. Porém, as raparigas acabavam inevitavelmente por se deixar cair, logo que avistavam a mais pequena sombra.

- Fracas! - gritava o Zé, líder do grupo e o meu melhor amigo. - Deviam ter ficado em casa, que é o vosso lugar.

E com o orgulho ferido e a raiva a espumar pela boca, elas lá se levantavam, continuando aquele eterno caminho,na esperança de chegar à praia antes do entardecer.

sábado, setembro 01, 2007

Com um pedaço...

Com um pedaço de nada brinquei.
Olhei-o, toquei-o, cheirei. Mole e suave. Odor? Não tinha cheiro, ou seria eu incapaz de o respirar? Senti-me, insegura, menina assustada. Ainda assim, brinquei. Peguei-lhe, num suave embalo de vida e cor.

Moldei-o nas minhas mãos, pintei-o com as cores da minha tela. E, por fim, adormeci, na maciez efémera da minha imaginação.

Despertei mais tarde, acordando para um nada que agora era algo. Modelei-o eu, mas surgia em si mesmo como uma única forma, uma ideia, um universo ao meu redor.
Senti-me fechada num universo que tinha sido construido por mim.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Vem!



Vem ver-me, vá! Como podes ver, pela imagem, não é tão mau assim. Tens a Serra mesmo ali, a um piscar de olhos.

Sabes, aqui o céu não é tão escuro e as estrelas não são tão brilhantes. Mas se te aventurasses a sair do teu cantinho seguro verias que, aqui, as pessoas sorriem da mesma maneira e que o aroma do café, pela manhã, trás sempre um trago de boa conversa. Não queres experimentar?

segunda-feira, agosto 27, 2007

Sonho

De todos os cantos do mundo, nos quais sonhara aventuras sem fim, foi encontrá-lo ali,naquele canto, em frente ao mar.

A beleza é relativa e efémera,mas naquele único segundo não houve inseguranças ou questões de opinião. Olhar para ele era pura contemplação. Poderá um olhar mudar uma vida? Ela não podia saber,mas como a imaginação não aceita limites, acreditou naquele instante, naquele segundo de harmonia, vida, cor.

Mergulhou no olhar verde daquela estranha criatura surgida do mais insólito dos seus sonhos. Viu-se no mar, rodeada de sereias e tritões, de castelos submersos e música celestial. Viu-se a si mesma Senhora do Mar, dona do mais belo vestido existente no reino do amor.

E, por fim, veio à à superfície respirando a brisa leve que a trazia de volta à realidade. Mas o que é que isso importava? Enfeitou-se com o seu mais belo sorriso e deu por si a dançar, diante daqueles maravilhosos olhos verdes.

Escrita Criativa

Um cursinho de Verão, enquanto o Agosto permite as semi-férias perante tudo o que ainda não começou.

Estou a gostar! Muito...
Vão ficando aqui alguns textos nascidos dessas pequenas horas.
Se quiserem experimentar, passem por aqui.

Back...

Voltei...

... mas estava-se lá bem!!!!

quinta-feira, julho 19, 2007

Férias!!!!!

Finalmente, as tão ansiadas férias.
Pois é, a Lita vai tirar 3 maravilhosas semanas de descanso, para recuperar energias, apanhar um sol maravilhoso e divertir-se muito.

Vou ao encontro da Neptuna, da Bisturi e de quem se encontrar pelas terras do sul.
Até daqui a umas semanas!!!!
Have fun!!!!

segunda-feira, julho 16, 2007

sexta-feira, julho 13, 2007

5

13. Julho.2002
11h30. O toque de mensagem no telemóvel.

"Amo-te tanto que dói." Uma mensagem que ficou guardada no telemóvel e no meu coração tanto e tanto tempo.

Era um dia especial aquele. Fazíamos 5 anos de namoro. Um dia ideal para casar.
Incrivelmente, eu estava calma. Mais calma do que tu. A minha alma transbordava de certezas e sentia-me poderosa e feliz. Sabia que casar contigo era parte daquilo que sempre tinha sentido, desde o primeiro momento. Não estava errado.

Lembro-me de falar com um amigo, uns meses antes, dizendo que ia casar-me.
"Não achas precipitado?" - perguntou-me.
"Não." - respondi. - "Acho que o mais importante é que, nos piores momentos, nos lembremos de que não somos inimigos."

... quantas vezes nos esquecemos disso nos últimos anos!!! O tempo e a rotina têm o estranho hábito de nos fazer esquecer dos motivos pelos quais escolhemos determinado caminho. Se calhar os aniversários servem para isso mesmo... para nos fazer recordar.

De qualquer maneira, que caminho intenso e atribulado!...
Gosto de quando nos unimos inseparavelmente, quando há uma crise que nos deita abaixo. Gosto que lutes por mim quando eu não sinto vontade de lutar. Gosto de admires quem eu sou, mesmo que essas qualidades te irritem no que diz respeito a ti. Gosto de quando tens paciência para aturar as minhas birras e percebes que elas não são contra ti. Gosto de quando me dás a mão, de sentir o toque do teu pé entre os lençois. Gosto de te ver sorrir, da forma como te encantas com a nossa filha, das tuas gargalhadas fortes. Gosto da cor da tua pele, do teu cabelo...
No final do nosso dia de casamento, lembro-me de me virar para ti e dizer-te:
- Se um dia isto correr tudo mal, quero dizer-te já que valeu tudo a pena!"
Subscrevo.
Feliz aniversário.